Sinto a vida
suspensa
num cavalo de metal,
Duas rodas queimam
o chão
e me levam
para longe,
Não sei,
posso morrer
agora,
Mas meu ultimo
sentimento
Não será de ódio,
revolta ou humilhação,
Só a liberdade
em forma do vento,
que me bate na cara,
Como uma das mais
graciosas e amáveis
agressões.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Apenas dedos
Vivo aqui
dentro,
Os de fora
não me entendem,
E eu, menos ainda
E não é preciso,
Me transformo,
E um dia, sairei,
Enquanto isso,
Vou perscrutando,
Analisando
cada face surpresa,
perturbada ou
indiferente,
cujos dedos
me tocam
e se vão,
não importa,
são dedos,
apenas dedos.
dentro,
Os de fora
não me entendem,
E eu, menos ainda
E não é preciso,
Me transformo,
E um dia, sairei,
Enquanto isso,
Vou perscrutando,
Analisando
cada face surpresa,
perturbada ou
indiferente,
cujos dedos
me tocam
e se vão,
não importa,
são dedos,
apenas dedos.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Te procurei
Nas caixas,
gavetas,
Te procurei,
Não sei como
é tua face,
Nem, qual
tua forma,
Se um velho
de barbas brancas
com voz de trovão,
Se uma pessoa
que me sorri ao longe,
fazendo "plac-plac"
com os chinelos nos calcanhares,
Se um oásis verdejante,
com água pura e
comida farta,
Ou se, unicamente,
uma paz e
a resignação
de ter superado
mais um dia,
Neste mundo, que
insisto em dizer
que não é o meu.
gavetas,
Te procurei,
Não sei como
é tua face,
Nem, qual
tua forma,
Se um velho
de barbas brancas
com voz de trovão,
Se uma pessoa
que me sorri ao longe,
fazendo "plac-plac"
com os chinelos nos calcanhares,
Se um oásis verdejante,
com água pura e
comida farta,
Ou se, unicamente,
uma paz e
a resignação
de ter superado
mais um dia,
Neste mundo, que
insisto em dizer
que não é o meu.
Impulso
Não ter
para onde ir,
Fujo dentro
de meu
próprio peito,
Deslizo no
escorregador,
Queda,
Não queria
estar aqui,
Várias mães
em volta,
Elas riem
felizes
na maternidade,
Como será
pôr um ser
no mundo?
Abraço uma
delas,
Não é a
minha,
Eu me
assusto,
Corro
de volta
pelo escorregador,
Explodo de dentro
de meu peito,
Sem uma
resposta concreta
Mas, talvez,
Seja isso
mesmo,
Que me
impulsione
a continuar.
para onde ir,
Fujo dentro
de meu
próprio peito,
Deslizo no
escorregador,
Queda,
Não queria
estar aqui,
Várias mães
em volta,
Elas riem
felizes
na maternidade,
Como será
pôr um ser
no mundo?
Abraço uma
delas,
Não é a
minha,
Eu me
assusto,
Corro
de volta
pelo escorregador,
Explodo de dentro
de meu peito,
Sem uma
resposta concreta
Mas, talvez,
Seja isso
mesmo,
Que me
impulsione
a continuar.
sábado, 21 de novembro de 2009
Uma zona #
Entre
àrvores
e flores
6 mulheres
penteiam-se,
pintam-se,
homens vem
homens vão,
sombras
apenas,
E só
elas
existem
de fato,
almas que
se fazem
destes homens,
que entram,
que saem,
que gozam
e se vão,
E tudo é
lavado,
Tudo é limpo,
E do cliente
anterior,
Não sobra
porra nenhuma,
Apenas
essas 6 mulheres,
novamente pintadas
e penteadas,
Mas mais
abertas
do que ontem.
# Baseado na crônica "A casa das mulheres" de Rubem Braga.
àrvores
e flores
6 mulheres
penteiam-se,
pintam-se,
homens vem
homens vão,
sombras
apenas,
E só
elas
existem
de fato,
almas que
se fazem
destes homens,
que entram,
que saem,
que gozam
e se vão,
E tudo é
lavado,
Tudo é limpo,
E do cliente
anterior,
Não sobra
porra nenhuma,
Apenas
essas 6 mulheres,
novamente pintadas
e penteadas,
Mas mais
abertas
do que ontem.
# Baseado na crônica "A casa das mulheres" de Rubem Braga.
sábado, 14 de novembro de 2009
Chão de ilusão
Pisa um chão
Nada firme,
Chão de ilusão
de coisas podres,
Cair
num buraco negro
Escada-Luz
sai das entranhas
Sobe
Não pisa
mais no
frágil,
Sobe
dentro de
ti mesmo,
Céu
Dentro de
ti mesmo,
Inferno
Dentro de
ti mesmo,
Escolha
Nada firme,
Chão de ilusão
de coisas podres,
Cair
num buraco negro
Escada-Luz
sai das entranhas
Sobe
Não pisa
mais no
frágil,
Sobe
dentro de
ti mesmo,
Céu
Dentro de
ti mesmo,
Inferno
Dentro de
ti mesmo,
Escolha
sábado, 7 de novembro de 2009
Calor
Ontem a noite, dormi com ela do meu lado... Com sua cor escura... Ai! Era tão irresistivel... Botava a boca toda hora... E ela, ali... Ao meu dispor... Me enchendo de prazer... Matando essa sede, quase infinita... Arrotava e coçava minha barriga, satisfeito... Enquanto acariciava seu corpo macio de plástico...
As solas do peregrino
A imundície
do caminho
beija a sola
do peregrino,
O calcanhar
e a sujeira
são um só,
A dor e a fé
tambem,
Vejo-o
rezando
sob os joelhos
esfolados,
E rezo
sob suas solas
trevosas de
noite sem luar,
Minhas lágrimas
sobre elas
fazendo-se
estrelas,
Esperança não
se perde,
Apenas
fluídos corporais
do caminho
beija a sola
do peregrino,
O calcanhar
e a sujeira
são um só,
A dor e a fé
tambem,
Vejo-o
rezando
sob os joelhos
esfolados,
E rezo
sob suas solas
trevosas de
noite sem luar,
Minhas lágrimas
sobre elas
fazendo-se
estrelas,
Esperança não
se perde,
Apenas
fluídos corporais
sábado, 31 de outubro de 2009
A cidade me consome
A cidade me consome,
Me aspira com suas narinas imundas,
Narinas-Esquinas e becos cheios
de perversão e vicio,
Eu a amo e a odeio
Passo roçando seus muros pichados,
Narinas-Esquinas e becos cheios
de perversão e vicio,
Eu a amo e a odeio
Passo roçando seus muros pichados,
Excitado e mergulhado em horror,
Os meninos-cola são parte da paisagem
Sou empurrado aos gritos de "Ó o rapa!"
Fico perdido,
com meu produto pirata na mão,
Sou parte do crime, e finjo olhar a vitrine
Mas no fim, nada disso importa,
A cidade se consumirá em si mesma,
E sou apenas mais um pedaço de tijolo
No turbilhão acimentado!
Os meninos-cola são parte da paisagem
Sou empurrado aos gritos de "Ó o rapa!"
Fico perdido,
com meu produto pirata na mão,
Sou parte do crime, e finjo olhar a vitrine
Mas no fim, nada disso importa,
A cidade se consumirá em si mesma,
E sou apenas mais um pedaço de tijolo
No turbilhão acimentado!
André Diaz
O poeta e o passarinho
Ah! Dias de calor!
Coloquei a camisa mais fresca
De um branco imaculado!
Eis que vem o passarinho
Alegremente, a me cagar!
Morte ao passarinho!
Ai! Minha camisa limpa!
Agora, com esta mancha marrom
Ah! Se pego este passarinho!
Senhor! Perdoa-me a crueldade
Sei que é criaturinha de teu reino
Graciosa e cantarolante
Mas, no momento, só pensar
Onde está o estilingue?
Morte ao passarinho!
Imaterial
Com estupor, reconheço
A Poesia é o que resta!
Não existe o amor para quem o entende!
É vão o esforço da procura!
Todos tão loucos, obcecados pela Beleza!
E ela é um quadro antigo
Cujas cores somem, ao contato de dedos ansiosos!
O ouro é belo, mas é vil
O sangue é derramado e não sobra nada,
Somente uma caveira de sorriso fixo
Quilos e quilos de cal
e náusea!
Onde estão os anjos?
Porque não embalam minh'alma com seu canto?
Haverão só as blasfêmias que os demônios vociferam?
Quero a luz imaterial!
Não a chama futil, perante o ídolo mudo!
Beijo humildemente a mão
De cada espirito antigo, que me compreenda!
A Poesia é o que resta!
Não existe o amor para quem o entende!
É vão o esforço da procura!
Todos tão loucos, obcecados pela Beleza!
E ela é um quadro antigo
Cujas cores somem, ao contato de dedos ansiosos!
O ouro é belo, mas é vil
O sangue é derramado e não sobra nada,
Somente uma caveira de sorriso fixo
Quilos e quilos de cal
e náusea!
Onde estão os anjos?
Porque não embalam minh'alma com seu canto?
Haverão só as blasfêmias que os demônios vociferam?
Quero a luz imaterial!
Não a chama futil, perante o ídolo mudo!
Beijo humildemente a mão
De cada espirito antigo, que me compreenda!
sábado, 24 de outubro de 2009
Flores
A beleza das flores
me entristece.
Sinto-me vazio,
numa sala cheia de flores
Sou cadáver sem cor,
diante da mais colorida flor
A beleza da flor fura-me
os olhos,
Como os espinhos que se enterram
em minha pele.
Leio um epitáfio, em cada
pétala de flor.
me entristece.
Sinto-me vazio,
numa sala cheia de flores
Sou cadáver sem cor,
diante da mais colorida flor
A beleza da flor fura-me
os olhos,
Como os espinhos que se enterram
em minha pele.
Leio um epitáfio, em cada
pétala de flor.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cartinha para Papai Noel
Querido Papai Noel,
Gostaria de
ganhar um carrinho
bomba
Para enfiá-lo
dentro
e ver suas
tripas pintarem
um quadro
menos mentiroso
do que estou
acostumado a ver
desde pequenininho,
um quadrinho todo
vermelho como o
rótulo da Coca-Cola,
que desentope pias
e corrói cérebros,
que não avisam
os olhos dessa gente,
que Natal não é peru
nem abraço falso.
Beijos e navalhadas
no seu saco.
Andrézinho.
Gostaria de
ganhar um carrinho
bomba
Para enfiá-lo
dentro
e ver suas
tripas pintarem
um quadro
menos mentiroso
do que estou
acostumado a ver
desde pequenininho,
um quadrinho todo
vermelho como o
rótulo da Coca-Cola,
que desentope pias
e corrói cérebros,
que não avisam
os olhos dessa gente,
que Natal não é peru
nem abraço falso.
Beijos e navalhadas
no seu saco.
Andrézinho.
O buraco
O buraco
na minha
cabeça
faz com
que eu esqueça
tudo
alivia essa
coceira que a mão não alcança,
Se quiser
pode ver
o que tinha
escondido
Vai! Pode pegar
Não é só
crânio e miolos,
Aqui, tem um
pouquinho de esperança
Lá, tem bastante
sacanagem
Já aquele pinguinho
bem pequenininho
Tá vendo?
Aquilo era minha
fé em você,
ser humano.
na minha
cabeça
faz com
que eu esqueça
tudo
alivia essa
coceira que a mão não alcança,
Se quiser
pode ver
o que tinha
escondido
Vai! Pode pegar
Não é só
crânio e miolos,
Aqui, tem um
pouquinho de esperança
Lá, tem bastante
sacanagem
Já aquele pinguinho
bem pequenininho
Tá vendo?
Aquilo era minha
fé em você,
ser humano.
Palhaço
Lembram
de mim?
Eu era o palhaço
da televisão!
Eu era assim!
Divertia as
criancinhas
com inocentes
brincadeiras!
Mas, hoje
tive que
entrar no
jogo sujo,
Perdi meu
nariz vermelho,
minha maquiagem
e ganhei uma
gravata,
e agora
sou eu que
te faço de
palhaço,
no horário
eleitoral!
de mim?
Eu era o palhaço
da televisão!
Eu era assim!
Divertia as
criancinhas
com inocentes
brincadeiras!
Mas, hoje
tive que
entrar no
jogo sujo,
Perdi meu
nariz vermelho,
minha maquiagem
e ganhei uma
gravata,
e agora
sou eu que
te faço de
palhaço,
no horário
eleitoral!
Rasgado
Rasgado
por todo
lado,
Como São
Sebastião,
Quero nascer
novo,
Quero nascer
belo,
Como as larvas
que a mosca
deixa
nesta purulenta
infecção!
por todo
lado,
Como São
Sebastião,
Quero nascer
novo,
Quero nascer
belo,
Como as larvas
que a mosca
deixa
nesta purulenta
infecção!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A cebola
Ela viaja
no interior
do intestino
como passageiro
apertado no busão
das 18:00 hs,
temperando
o bucho
num dia de cão,
Que late,
reclama que nem gente,
Não aguenta o cheiro
Que se enfia nas narinas
que nem vizinho no churrasco
onde não foi convidado,
Pode latir!
Que a cebola me veio aos olhos
E eu choro
de tanto rir!
no interior
do intestino
como passageiro
apertado no busão
das 18:00 hs,
temperando
o bucho
num dia de cão,
Que late,
reclama que nem gente,
Não aguenta o cheiro
Que se enfia nas narinas
que nem vizinho no churrasco
onde não foi convidado,
Pode latir!
Que a cebola me veio aos olhos
E eu choro
de tanto rir!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Olhos fritos
Deus fervilha
em mim,
em cada átomo
Ela beija minha
boca,
Divido o pão
Eu e ela somos
um,
Nuvens passam lá
fora
Cântiga de ninar
nas orelhas,
Rapidamente
Arranca-me
os olhos
com a faca,
Não vejo mais
Só sinto o
cheiro,
2 olhos
vidrados,
a fritarem
e fitarem
o teto
da cozinha,
Socorro!
Socorro!
em mim,
em cada átomo
Ela beija minha
boca,
Divido o pão
Eu e ela somos
um,
Nuvens passam lá
fora
Cântiga de ninar
nas orelhas,
Rapidamente
Arranca-me
os olhos
com a faca,
Não vejo mais
Só sinto o
cheiro,
2 olhos
vidrados,
a fritarem
e fitarem
o teto
da cozinha,
Socorro!
Socorro!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Felicidade
Anos perdi
atrás de
um sonho,
que no fim,
revelou-se
como fezes
inuteis,
saídas de
um ânus
medonho,
Sem o doce
de um sonho
de valsa,
mas com
o amargor
de uma
mendiga
descalça!
Que me sorri
uma alegria
louca e
sem dentes,
Quem me dera
uma felicidade
assim,
Será só
feliz, então,
Aquele que
é demente?
atrás de
um sonho,
que no fim,
revelou-se
como fezes
inuteis,
saídas de
um ânus
medonho,
Sem o doce
de um sonho
de valsa,
mas com
o amargor
de uma
mendiga
descalça!
Que me sorri
uma alegria
louca e
sem dentes,
Quem me dera
uma felicidade
assim,
Será só
feliz, então,
Aquele que
é demente?
Feche a porta, por favor!
Buraco no bolso,
abismo na alma,
Não adianta
querer
comprar
amor,
Seja
ele
qual
for,
Ao
peidar
e
defecar
em
tua
vida,
Feche a porta,
por favor!
abismo na alma,
Não adianta
querer
comprar
amor,
Seja
ele
qual
for,
Ao
peidar
e
defecar
em
tua
vida,
Feche a porta,
por favor!
sábado, 18 de julho de 2009
Convulsão interior
Pareço inerte
Mas aqui dentro
convulsão interior
Meu intestino
Cascável
desejosa
de comer
o espirito
desejoso de crescer,
rumo a um
céu
que nem
sabe se existe,
Rio um riso
triste
Vendo anos
se passarem
Não se constranja
com meu riso
É a morte
que vem galopando
com seu nariz de palhaço!
Mas aqui dentro
convulsão interior
Meu intestino
Cascável
desejosa
de comer
o espirito
desejoso de crescer,
rumo a um
céu
que nem
sabe se existe,
Rio um riso
triste
Vendo anos
se passarem
Não se constranja
com meu riso
É a morte
que vem galopando
com seu nariz de palhaço!
Anagrama
Vai, Ana!
Vai!
Come grama
Deita e rola
na lama
A vida
te destrincha
te faz um
anagrama
Tua virtude
pueril
Ana!
De que te serviu?
Teus peitos caídos
Quem vai mamar?
Teus pés calejados
Quem vai beijar?
Quem se humilha
ao humilhado?
Quem perde
do perdedor?
Deixa a terra
te comer
Que os versos
são as flores de cemitério
que o poeta vem trazer!
Vai!
Come grama
Deita e rola
na lama
A vida
te destrincha
te faz um
anagrama
Tua virtude
pueril
Ana!
De que te serviu?
Teus peitos caídos
Quem vai mamar?
Teus pés calejados
Quem vai beijar?
Quem se humilha
ao humilhado?
Quem perde
do perdedor?
Deixa a terra
te comer
Que os versos
são as flores de cemitério
que o poeta vem trazer!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Cesariana
O nome
é
Cesariana
parida
de
corte
de
ferida
Olha o
mundo
com
remelas
de
pus
Olha o
mundo
como
deve
ser
Com
imensa
dor
de
fêmur
fraturado
de
estudante
atropelado!
é
Cesariana
parida
de
corte
de
ferida
Olha o
mundo
com
remelas
de
pus
Olha o
mundo
como
deve
ser
Com
imensa
dor
de
fêmur
fraturado
de
estudante
atropelado!
Solidão
É um cão raivoso
a me acuar
Arrancando-me tecos
de vontade de viver
Falho
ao fingir
ser auto-sustentável
Falho
ao querer
falar desse sentimento
Resta-me
meter-me
debaixo das cobertas
Onde há duas mãos
quentes
a me esperar
a me acuar
Arrancando-me tecos
de vontade de viver
Falho
ao fingir
ser auto-sustentável
Falho
ao querer
falar desse sentimento
Resta-me
meter-me
debaixo das cobertas
Onde há duas mãos
quentes
a me esperar
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Vivo pelo desejo
Quero sangrar
contigo
Esvair-me em dor,
Quero te entender
Ganchos em meus ombros
Lâmina na banha
Tambem quero saciar
os apetites,
Ficar exposto
no açougue,
Mas sempre atento
para os olhares
de volupia,
E as bocas salivando
Morto? Não!
Vivo pelo desejo
de quem me devora!
contigo
Esvair-me em dor,
Quero te entender
Ganchos em meus ombros
Lâmina na banha
Tambem quero saciar
os apetites,
Ficar exposto
no açougue,
Mas sempre atento
para os olhares
de volupia,
E as bocas salivando
Morto? Não!
Vivo pelo desejo
de quem me devora!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Encaixe de cruzes
Nas costas
me encosto
revejo conceitos
Forço uma entrada
me guio
pelo cheiro
Acaricio
Mordo
Sou humano
Animal
Espirito
Peças de um
quebra cabeças
Que ela
pega
Tenta juntar
Mãos hábeis
nos meus braços
Com os pés
nas minhas coxas
Encaixe de cruzes
Vidas se alinhando
Destinos a copular
me encosto
revejo conceitos
Forço uma entrada
me guio
pelo cheiro
Acaricio
Mordo
Sou humano
Animal
Espirito
Peças de um
quebra cabeças
Que ela
pega
Tenta juntar
Mãos hábeis
nos meus braços
Com os pés
nas minhas coxas
Encaixe de cruzes
Vidas se alinhando
Destinos a copular
segunda-feira, 25 de maio de 2009
O chapéu na sarjeta
Achei
um chapéu
na sarjeta,
Quem perdeu
esse chapéu?
Será o homem
dos subterrâneos?
Aquele que vive
dentro de nós mesmos?
Estendendo o chapéu
Saudando gentilmente
o semelhante?
Mas escondendo o
mais imundo lixo?
Quem tem coragem
de olhar para dentro
do chapéu?
um chapéu
na sarjeta,
Quem perdeu
esse chapéu?
Será o homem
dos subterrâneos?
Aquele que vive
dentro de nós mesmos?
Estendendo o chapéu
Saudando gentilmente
o semelhante?
Mas escondendo o
mais imundo lixo?
Quem tem coragem
de olhar para dentro
do chapéu?
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Laura
Laurinha
quis ser feliz,
Foi o que
pediu
no assopro
da velinha,
Não podia
imaginar
os horrores
da vida,
Aquele homem
gentil,
o principe
escondia
o monstro,
Ela não
podia
imaginar,
Só quis
ser feliz,
As olheiras
olham o vazio,
A criança
suga um
peito sem
vida
e
sem mais
sonho algum.
quis ser feliz,
Foi o que
pediu
no assopro
da velinha,
Não podia
imaginar
os horrores
da vida,
Aquele homem
gentil,
o principe
escondia
o monstro,
Ela não
podia
imaginar,
Só quis
ser feliz,
As olheiras
olham o vazio,
A criança
suga um
peito sem
vida
e
sem mais
sonho algum.
sábado, 2 de maio de 2009
O relógio no sapato
O relógio no sapato
conta os meus passos
conta os meus pensamentos
O relógio no sapato
se intromete
onde não foi chamado
O relógio no sapato
não tem ponteiros
Não tem como ver as horas
Não sei se já é tarde
Não sei se ainda é cedo
Colho as impressões do céu
cinzento e do sol abrasador
O relógio no sapato
não pára de bater
Mesmo sem coração
em seu peito metálico
Mas ele
registrará tudo
até o meu
ultimo pisar
em falso!
conta os meus passos
conta os meus pensamentos
O relógio no sapato
se intromete
onde não foi chamado
O relógio no sapato
não tem ponteiros
Não tem como ver as horas
Não sei se já é tarde
Não sei se ainda é cedo
Colho as impressões do céu
cinzento e do sol abrasador
O relógio no sapato
não pára de bater
Mesmo sem coração
em seu peito metálico
Mas ele
registrará tudo
até o meu
ultimo pisar
em falso!
segunda-feira, 30 de março de 2009
Longo amanhecer
Luz
invade
as
frestas
Penso nela
A ameba
torna-se
oceânica
Formosa
Neste
longo amanhecer
o sonho
se torna
concreto
O sonho
se torna
chumbo
Entre o
despertar
e o café
da manhã
Longo amanhecer
de meia hora!
invade
as
frestas
Penso nela
A ameba
torna-se
oceânica
Formosa
Neste
longo amanhecer
o sonho
se torna
concreto
O sonho
se torna
chumbo
Entre o
despertar
e o café
da manhã
Longo amanhecer
de meia hora!
Ceder
Sangro
sentimento
mesquinho
de
gente
atormentada
Vejo
o que
não
importa
Sento
no
banco
da
esperança
precipitada
Esperando
que
minha
vez
seja
a primeira
Mas
sempre
acabo
cedendo
o
lugar!
sentimento
mesquinho
de
gente
atormentada
Vejo
o que
não
importa
Sento
no
banco
da
esperança
precipitada
Esperando
que
minha
vez
seja
a primeira
Mas
sempre
acabo
cedendo
o
lugar!
Sorriso
Não
lembro
de
mais
nada
Nem
dos
inimigos
Nem
da
mão
na
cara
Dejetei
o
passado
Ele
fede
Me
afasto
Coloco
o
Novo
aqui
dentro
E minhas
vísceras
Se
contorcem
num
Sorriso!
lembro
de
mais
nada
Nem
dos
inimigos
Nem
da
mão
na
cara
Dejetei
o
passado
Ele
fede
Me
afasto
Coloco
o
Novo
aqui
dentro
E minhas
vísceras
Se
contorcem
num
Sorriso!
Diferente
Sapateei
sem sapatos
no quarto
da solidão
Lambi com a testa
o sorvete derretido
Vomitei
o banquete
jamais servido
Votei
no político
que me despreza
Rodei
o vinil da Xuxa
de trás pra frente
E me vi de repente
Escrevendo um poema
Sobre as vantagens
de ser diferente!
sem sapatos
no quarto
da solidão
Lambi com a testa
o sorvete derretido
Vomitei
o banquete
jamais servido
Votei
no político
que me despreza
Rodei
o vinil da Xuxa
de trás pra frente
E me vi de repente
Escrevendo um poema
Sobre as vantagens
de ser diferente!
segunda-feira, 23 de março de 2009
Ambíguo
Minha
mente
corresponde
como
uma
prece
a
um
ato
de
esperança
impensado...
Aterrador...
pungente...
Sensivel
como
uma
flor
e
Ambíguo
como
uma
faca
de
dois
gumes!
mente
corresponde
como
uma
prece
a
um
ato
de
esperança
impensado...
Aterrador...
pungente...
Sensivel
como
uma
flor
e
Ambíguo
como
uma
faca
de
dois
gumes!
Mim mesmo
Mergulho
em mim mesmo...
A procura de algo...
Mar revolto...
Sinto que me afogo...
Preciso respirar...
Algo que faça
sentido...
Um perfume,
Um som...
Um sorriso...
Preciso
que
me
entendam...
E tentem
me
explicar!
em mim mesmo...
A procura de algo...
Mar revolto...
Sinto que me afogo...
Preciso respirar...
Algo que faça
sentido...
Um perfume,
Um som...
Um sorriso...
Preciso
que
me
entendam...
E tentem
me
explicar!
Saliente
Algo
está
saliente...
Algo
está
para
fora...
Sente?
Se
insinua
entre
vestidos...
batons,
Gemidos...
Lágrimas
de Redenção!
Deus
me
catapultou
da
imundície
para
a
estratosfera!
Algo
está
saliente...
Sente?
está
saliente...
Algo
está
para
fora...
Sente?
Se
insinua
entre
vestidos...
batons,
Gemidos...
Lágrimas
de Redenção!
Deus
me
catapultou
da
imundície
para
a
estratosfera!
Algo
está
saliente...
Sente?
Eterno
O encanto
de encontrar...
Onde está?
Remexo nas
entranhas...
Mas...Onde está?
Se as entranhas
não são nada...
Devo cavar mais
fundo?
Onde só Deus
pode ver?
Onde estão?
Onde estão
os olhos de Deus?
Se temos
Deus em nós?
Porque olhos
de vício?
Porque nadar
contra a maré?
Porque este
medo do fim?
Se no fim
está a Verdade?
Um Eterno
fim e retorno!
de encontrar...
Onde está?
Remexo nas
entranhas...
Mas...Onde está?
Se as entranhas
não são nada...
Devo cavar mais
fundo?
Onde só Deus
pode ver?
Onde estão?
Onde estão
os olhos de Deus?
Se temos
Deus em nós?
Porque olhos
de vício?
Porque nadar
contra a maré?
Porque este
medo do fim?
Se no fim
está a Verdade?
Um Eterno
fim e retorno!
Pegadas
Me ofereces
o calcanhar...
Eu o mordo!
Fruto salgado...
Suculento!
Chupo os dedos
um a um...
Fico excitado
Quero meter-me
Entre eles...
Estrebuchar
entre teus pés...
E ver-te partir, amor!
Ir-se embora...
Deixando viscosas pegadas...
De semente desperdiçada!
o calcanhar...
Eu o mordo!
Fruto salgado...
Suculento!
Chupo os dedos
um a um...
Fico excitado
Quero meter-me
Entre eles...
Estrebuchar
entre teus pés...
E ver-te partir, amor!
Ir-se embora...
Deixando viscosas pegadas...
De semente desperdiçada!
terça-feira, 17 de março de 2009
A libélula
Cadavéricas
Catacumbas...
Velhos
sonhos
que
se
desfazem...
A libélula
voa
no rosto
inocente...
Vozes zombeteiras
encobrem
a voz triste
que
pede
por
clemência...
Intervenho
com
um
poema...
A libélula...
que beija
suas lágrimas...
A beleza
que não
apodrece
em meio
a decomposição...
Catacumbas...
Velhos
sonhos
que
se
desfazem...
A libélula
voa
no rosto
inocente...
Vozes zombeteiras
encobrem
a voz triste
que
pede
por
clemência...
Intervenho
com
um
poema...
A libélula...
que beija
suas lágrimas...
A beleza
que não
apodrece
em meio
a decomposição...
Anjo cego
Insisto...
Apesar de tudo!
Em encontrar momentos
felizes!
Apesar da tristeza
de sepulcro...
O poeta é louco!
E insiste!
Em ver
a beleza do
céu azul...
Em volta do
buraco na camada de ozônio!
A beleza
do sorriso
da moça cega...
Ao comentário
sobre a beleza
de seu cão-guia!
Ela imagina
a beleza do cão...
Assim, como imagino...
A beleza num mundo tão feio!
Não ver nada...
Em tão densas trevas!
Sorriam tambem, na dor...
Com a alma de um anjo cego!
Apesar de tudo!
Em encontrar momentos
felizes!
Apesar da tristeza
de sepulcro...
O poeta é louco!
E insiste!
Em ver
a beleza do
céu azul...
Em volta do
buraco na camada de ozônio!
A beleza
do sorriso
da moça cega...
Ao comentário
sobre a beleza
de seu cão-guia!
Ela imagina
a beleza do cão...
Assim, como imagino...
A beleza num mundo tão feio!
Não ver nada...
Em tão densas trevas!
Sorriam tambem, na dor...
Com a alma de um anjo cego!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Merecida Auto-Flagelação
O padre de pantufas...
Gosta de ouvir os rapazes,
confessaren coisas escusas...
Para com Papai do Céu...
Fazerem as pazes!
O padre sorri...
Enquanto eles falam,
Padre! Eu oro por ti...
E a teus pecados, que se calam!
Connheço a tua laia...
Eu era um garotinho, no cinema...
Que tua maldade lhe recaia...
Sou teu diabo! Me tema!
Eu e a todos os meninos!
Das salas de cinema ou confessionário...
Sobre tua carcaça, ainda riremos...
Ao dirijir do carro funerário!
Deixai os meninos em paz!
Tens mãos sujas e boca lasciva...
Meter medo...Isso não se faz...
Traumatizando tão jovens vidas!
Já não sou mais fracote...
Derrubalo-ei no chão!
Contorça-te! Sou o chicote...
De tua merecida auto-flagelação!!!
O Novo
Estou tão triste...
Estou sem chão,
A dor pungente, persiste...
Persigo os lírios da salvação!
Entre o caos
e cacos de um mundo...
onde apenas os maus...
Sorriem...Me pergunto...
Minh'alma para
onde caminhará?
O sarcasmo me encara...
Onde primeiro, sangrará?
Os cravos que insistem...
Em querer enterrar-me,
De supersticão, se revestem...
Cismam em alcançar-me...
O mundo velho
Quando há de morrer no coração?
Até quando, encará-lo no espelho...
Tentar arrancá-lo das veias, em vão?
Quero escrever um livro Novo...
E guiar-me por ele,
Velhos conceitos, já cheiram a mofo...
Como tatuagem obscena na pele!
Hei de arrancar minha luz...
Dentro de mim mesmo,
Podem pregar o velho homem na cruz...
O Novo sou eu, e cresço!
Estou sem chão,
A dor pungente, persiste...
Persigo os lírios da salvação!
Entre o caos
e cacos de um mundo...
onde apenas os maus...
Sorriem...Me pergunto...
Minh'alma para
onde caminhará?
O sarcasmo me encara...
Onde primeiro, sangrará?
Os cravos que insistem...
Em querer enterrar-me,
De supersticão, se revestem...
Cismam em alcançar-me...
O mundo velho
Quando há de morrer no coração?
Até quando, encará-lo no espelho...
Tentar arrancá-lo das veias, em vão?
Quero escrever um livro Novo...
E guiar-me por ele,
Velhos conceitos, já cheiram a mofo...
Como tatuagem obscena na pele!
Hei de arrancar minha luz...
Dentro de mim mesmo,
Podem pregar o velho homem na cruz...
O Novo sou eu, e cresço!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Circunflexo
A bunda
está
nua
por
debaixo
do
jeans...
Ávida
por
um
afago...
moreno...
obsceno...
faceiro...
Mas a face
séria
espanta
os
amantes...
São tudo
aparências...
fachada de
casa tão bonita...
Lá dentro,
Gritos...
dor...
Lágrima...
Simplesmente
é tudo tão sem
nexo...
Então, por favor...
Não me obriguem
a colocar
o acento
Circunflexoooooooooooooo!!!!!!!!!!
está
nua
por
debaixo
do
jeans...
Ávida
por
um
afago...
moreno...
obsceno...
faceiro...
Mas a face
séria
espanta
os
amantes...
São tudo
aparências...
fachada de
casa tão bonita...
Lá dentro,
Gritos...
dor...
Lágrima...
Simplesmente
é tudo tão sem
nexo...
Então, por favor...
Não me obriguem
a colocar
o acento
Circunflexoooooooooooooo!!!!!!!!!!
Em vão
Minha
mente
mata
neurônios
em
frente
de
uma
T.V.
com chuviscos
Minha
mente
mente
para
mim
mesmo
Dizendo
que
tudo
que
vejo
é
real
Dizendo
que
a
dor
que
agora
sinto
Vale
a
pena
ser
sentida
Até
quando
minha
mente
vai
mentir?
Até
quando
envenenar
o
coração?
Nenhuma
alma
merece
vagar
assim...
Em vão!!
Em vão!!
mente
mata
neurônios
em
frente
de
uma
T.V.
com chuviscos
Minha
mente
mente
para
mim
mesmo
Dizendo
que
tudo
que
vejo
é
real
Dizendo
que
a
dor
que
agora
sinto
Vale
a
pena
ser
sentida
Até
quando
minha
mente
vai
mentir?
Até
quando
envenenar
o
coração?
Nenhuma
alma
merece
vagar
assim...
Em vão!!
Em vão!!
Deus seja louvado!
Eu não sei escrever...
Eu só sei sentir
Sinto um desassôsego...
preencher a alma...
De questões
sem resposta...
E que me importa...
A pontuação?
Que me importa
a ortografia?
Só quero
me agarrar
ao papel e a caneta...
Voar
nessas asas imaginárias...
Não me compreenda...
Imprima esse poema...
E o coma com azeite!
Debaixo da oliveira
Ouvindo o ancião...
falar numa lingua morta...
Que você deve se libertar...
Afinal, são tudo
pontos de vista...
Percebo isso, ao ler:
"Deus seja louvado!" Numa nota imunda de 5 reais!
Eu só sei sentir
Sinto um desassôsego...
preencher a alma...
De questões
sem resposta...
E que me importa...
A pontuação?
Que me importa
a ortografia?
Só quero
me agarrar
ao papel e a caneta...
Voar
nessas asas imaginárias...
Não me compreenda...
Imprima esse poema...
E o coma com azeite!
Debaixo da oliveira
Ouvindo o ancião...
falar numa lingua morta...
Que você deve se libertar...
Afinal, são tudo
pontos de vista...
Percebo isso, ao ler:
"Deus seja louvado!" Numa nota imunda de 5 reais!
O senhor dos perdedores
Em Portugal...
Cantam-se enfadonhos...
fados...
Em Minas...
Tomam-se
alcóolicos tragos...
No bar de
Seu Manuel!
Português
agora, em Minas...
Comendo
a sua porção de queijo...
Porem, sem comer quieto!
Vai, ele...
cantarolando
o enfadonho fado...
Mastigando o mineiro queijo!
Pensando
na terrinha...
Pensando no amor...
Cercado
de pinguços
e perdedores...
Deles, é o infeliz senhor!
Cantam-se enfadonhos...
fados...
Em Minas...
Tomam-se
alcóolicos tragos...
No bar de
Seu Manuel!
Português
agora, em Minas...
Comendo
a sua porção de queijo...
Porem, sem comer quieto!
Vai, ele...
cantarolando
o enfadonho fado...
Mastigando o mineiro queijo!
Pensando
na terrinha...
Pensando no amor...
Cercado
de pinguços
e perdedores...
Deles, é o infeliz senhor!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
A Base
Tudo desmorona...
no mundo-matéria,
Tudo quebra em colisão...
Tudo são pedaços...
A Base
está lá...
Não pode quebrá-la...
Mas pode-se
esquecê-la...
Andei esquecido...
Tudo desmoronou...
No mundo-matéria
A Base me pôs em pé...
Não devo esquecer mais...
Se tudo
está bem...
No mundo-matéria,
Esquecer a Base é tão fácil...
Tudo acaba...
E já não se reconhece...
A Base...
no mundo-matéria,
Tudo quebra em colisão...
Tudo são pedaços...
A Base
está lá...
Não pode quebrá-la...
Mas pode-se
esquecê-la...
Andei esquecido...
Tudo desmoronou...
No mundo-matéria
A Base me pôs em pé...
Não devo esquecer mais...
Se tudo
está bem...
No mundo-matéria,
Esquecer a Base é tão fácil...
Tudo acaba...
E já não se reconhece...
A Base...
Vento no horizonte
Algo vem de longe...
Um lamento
Algo, perto do horizonte...
Voz de vento...
Que não diz...
nada que seja humano
Como rabiscos de giz...
No quadro negro, engano..
Sempre me enganei,
Com desenhos de fantasia...
me engano agora, sei...
Com os versos da poesia...
Esses braços...
entrelaçados, veias rascunhadas,
Desejo feito de traços...
Bocas vermelhas, coladas...
Desenhos, poemas...
São como a voz fria do vento,
Existem no horizonte, apenas...
Não na calçada suja, em que me embriago ao relento...
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Só flores
Em vão...
procurei no ar,
A razão
de respirar...
De sorrir
para mais um dia...
Agonia...
Em vão...
procurei entender,
o por quê do mundo...
girar em volta do próprio eixo...
Mas me deixo...
Rolar entre os corpos,
A procura do mesmo sentido...
Renovar os valores...
Numa terra cinza, sem flores...
Pessoas usam pessoas,
Só há interesse próprio...
Mas, se já não há flores...
Tambem, não faço parte do opróbio...
Sou um bloco sólido...
Com uma chama ardente, no coração...
Minha procura é um desejo impróprio...
De ver só flores, em cada ação!
procurei no ar,
A razão
de respirar...
De sorrir
para mais um dia...
Agonia...
Em vão...
procurei entender,
o por quê do mundo...
girar em volta do próprio eixo...
Mas me deixo...
Rolar entre os corpos,
A procura do mesmo sentido...
Renovar os valores...
Numa terra cinza, sem flores...
Pessoas usam pessoas,
Só há interesse próprio...
Mas, se já não há flores...
Tambem, não faço parte do opróbio...
Sou um bloco sólido...
Com uma chama ardente, no coração...
Minha procura é um desejo impróprio...
De ver só flores, em cada ação!
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Quero
Quero estar
no quente...
Em meio a nádegas
bem na minha frente!
Quero
enterrar-me...
face, cabeça...
Te amo, não esqueça!
Me aceita,
Estou no meu lugar...
Se abra...
Quero me encaixar!
Quero
te ver no céu...
com roupas purpuras
Pisar em nuvens!
Anjo lindo,
Constelação de sonhos...
Brisa boa neste
calor de brasa!
Que me
come as entranhas...
Que me faz pensar...
Que é dentro
de ti...
Que quero gozar!
no quente...
Em meio a nádegas
bem na minha frente!
Quero
enterrar-me...
face, cabeça...
Te amo, não esqueça!
Me aceita,
Estou no meu lugar...
Se abra...
Quero me encaixar!
Quero
te ver no céu...
com roupas purpuras
Pisar em nuvens!
Anjo lindo,
Constelação de sonhos...
Brisa boa neste
calor de brasa!
Que me
come as entranhas...
Que me faz pensar...
Que é dentro
de ti...
Que quero gozar!
Eu-Espirito
Perdido...
não-eu,
não-carne...
Eu-Espirito...
Dor...
vem de mim?
De meus atos?
Culpar
a carne?
Será
mais forte?
Carne
acaba...
não morro...
Deixar
que vença?
encolher, chorar?
Esperar o milagre?
Milagre-carne?
Milagre-fanatismo?
Milagre-quimera?
Milagre-Mim!
Espirito-Eu Sou!
não-eu,
não-carne...
Eu-Espirito...
Dor...
vem de mim?
De meus atos?
Culpar
a carne?
Será
mais forte?
Carne
acaba...
não morro...
Deixar
que vença?
encolher, chorar?
Esperar o milagre?
Milagre-carne?
Milagre-fanatismo?
Milagre-quimera?
Milagre-Mim!
Espirito-Eu Sou!
Chão de ilusão
Pisa um chão...
nada firme,
chão de ilusão...
de coisas podres...
Cair num
buraco negro...
Escada-Luz,
sai das entranhas...
Sobe...
Não pisa
mais no
frágil...
Sobe
dentro de
ti mesmo...
Céu...
Dentro de
ti mesmo...
Inferno...
Dentro de
ti mesmo...
Escolha.
nada firme,
chão de ilusão...
de coisas podres...
Cair num
buraco negro...
Escada-Luz,
sai das entranhas...
Sobe...
Não pisa
mais no
frágil...
Sobe
dentro de
ti mesmo...
Céu...
Dentro de
ti mesmo...
Inferno...
Dentro de
ti mesmo...
Escolha.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Hoje comi miojo
Hoje comi
miojo...
com molho de
tomate!
Você já
comeu miojo...
com molho de tomate?
Quando a gente namorar...
Irei te convidar para comer...
miojo... Com molho de tomate!
Juntos
Quero estar...
perto de ti,
Sentir a tua força...
Me enbebedar...
com teu jeito...
Quero te abraçar...
Mas não posso,
O mundo não deixa...
És comprometida
com suas regras...
Ai! E essas algemas
doem...
E só posso rir
um riso dolorido...
quando falamos bobagens!
Queria não te ver mais...
Mas o mundo nos quer
juntos...
E separados!
perto de ti,
Sentir a tua força...
Me enbebedar...
com teu jeito...
Quero te abraçar...
Mas não posso,
O mundo não deixa...
És comprometida
com suas regras...
Ai! E essas algemas
doem...
E só posso rir
um riso dolorido...
quando falamos bobagens!
Queria não te ver mais...
Mas o mundo nos quer
juntos...
E separados!
sábado, 24 de janeiro de 2009
Alma
Mundo podre...
Fruto verde,
Amadurece Alma!
Que o corpo definha!
E tudo que é tocado...
Vira cinzas!
Porque, homem?
Amadurece Alma!
Mostra...
Do que de fato,
é feita!
Não és de carne!
Que carne é
adubo...
Quando chega
a hora!
E Alma
é centelha divina
corpo é mentira
Alma é a Verdade!
Fruto verde,
Amadurece Alma!
Que o corpo definha!
E tudo que é tocado...
Vira cinzas!
Porque, homem?
Amadurece Alma!
Mostra...
Do que de fato,
é feita!
Não és de carne!
Que carne é
adubo...
Quando chega
a hora!
E Alma
é centelha divina
corpo é mentira
Alma é a Verdade!
A alegria do sonho
Lancei
rubis no precipício...
Cantando sem parar
Esperando o Amor!
Sentado
numa poça d'água...
bebendo sem parar
do fogo redentor!
Fazendo
de minhas fibras...
Poesia sem limites
Casando-me com o Espirito!
Enquanto
o mundo morria
a minha volta...
Segurava flores de despedida!
Sorrindo
A alegria do sonho
Enfim, realidade...
Num delirio de cosmo infinito!
rubis no precipício...
Cantando sem parar
Esperando o Amor!
Sentado
numa poça d'água...
bebendo sem parar
do fogo redentor!
Fazendo
de minhas fibras...
Poesia sem limites
Casando-me com o Espirito!
Enquanto
o mundo morria
a minha volta...
Segurava flores de despedida!
Sorrindo
A alegria do sonho
Enfim, realidade...
Num delirio de cosmo infinito!
Infinitos instantes
Foram intermináveis
Os momentos em que te comi
de boca aberta...
Ai! Criatura!
Deixei escorrer
pelo queixo...
Pétalas de ti,
Fui porco...
E fui hipócrita
Não rendendo o louvor
necessário ao ritual!
Agora, me cospe...
Onde está
tua superioridade?
Tenha dó...
Perdoa-me!
Ou deixa te lamber...
Por mais um ou dois
Infinitos instantes!
Os momentos em que te comi
de boca aberta...
Ai! Criatura!
Deixei escorrer
pelo queixo...
Pétalas de ti,
Fui porco...
E fui hipócrita
Não rendendo o louvor
necessário ao ritual!
Agora, me cospe...
Onde está
tua superioridade?
Tenha dó...
Perdoa-me!
Ou deixa te lamber...
Por mais um ou dois
Infinitos instantes!
Lençol
Lençol
sujo de sangue...
De fluidos
diversos...
De sorrisos
De lágrimas...
De papai e mamãe
De chicote e mordaça...
Cobre a
cabeça
do cidadão
de bem...
Do bandido
Da criança
Com medo de bicho papão...
Da criança
Que não tem nem pão
E do poeta
Que sonha, porque não?
sujo de sangue...
De fluidos
diversos...
De sorrisos
De lágrimas...
De papai e mamãe
De chicote e mordaça...
Cobre a
cabeça
do cidadão
de bem...
Do bandido
Da criança
Com medo de bicho papão...
Da criança
Que não tem nem pão
E do poeta
Que sonha, porque não?
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Perguntas
Veneno...Antídoto...
O alívio é providencial?
A dor é libertadora?
O rumo é certo?
Estacionar
e ver mais claramente
é o necessário
ou seguir pela neblina...
Tateando o desconhecido?
Eu não sei...
Sem mais perguntas...
Deixem-me aqui!
Absorto
no delirio das palavras...
Que me atingem como facas prateadas
de um ritual hedonista e pagão!
O alívio é providencial?
A dor é libertadora?
O rumo é certo?
Estacionar
e ver mais claramente
é o necessário
ou seguir pela neblina...
Tateando o desconhecido?
Eu não sei...
Sem mais perguntas...
Deixem-me aqui!
Absorto
no delirio das palavras...
Que me atingem como facas prateadas
de um ritual hedonista e pagão!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Fim
Pequenas
Partículas
De sonho...
Me esperam
na cama...
Como fungos
a absorver...
Todo o amor
que ainda resta!
Muitos pés
a pisar-me...
Muitas mãos
a apertar-me...
Muitas nádegas
sentando em minha face...
E os seios que amamentam?
Já não há esse direito?
Ansioso
Cambalenate...
Acaricio tudo...
Na própria carne
Que é o fim!
Partículas
De sonho...
Me esperam
na cama...
Como fungos
a absorver...
Todo o amor
que ainda resta!
Muitos pés
a pisar-me...
Muitas mãos
a apertar-me...
Muitas nádegas
sentando em minha face...
E os seios que amamentam?
Já não há esse direito?
Ansioso
Cambalenate...
Acaricio tudo...
Na própria carne
Que é o fim!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Cárcere
Há tanta Beleza!
E é escuro aqui...
Cárcere
de carne e ossos...
Me dê a mão
Anjo Bom!
Onde não
haja bondade...
Por interesse!
Carinhos de mentira...
Doem como açoites...
Canta
comigo...
Os versos
dos olhos abertos!
E é escuro aqui...
Cárcere
de carne e ossos...
Me dê a mão
Anjo Bom!
Onde não
haja bondade...
Por interesse!
Carinhos de mentira...
Doem como açoites...
Canta
comigo...
Os versos
dos olhos abertos!
Flores do coração
Dei-lhe flores...
As mais belas que colhi,
Dentro de minh'alma!
Ninguem está preparado!
Amantes da dor...
Auto-flagelação...
Com colares de diamantes...
Pontiagudos e...
Lindos!
Como a face
da modelo...
Que apodrecerá
entre flores perenes...
Não, como as que ofereço...
Flores do coração!
As mais belas que colhi,
Dentro de minh'alma!
Ninguem está preparado!
Amantes da dor...
Auto-flagelação...
Com colares de diamantes...
Pontiagudos e...
Lindos!
Como a face
da modelo...
Que apodrecerá
entre flores perenes...
Não, como as que ofereço...
Flores do coração!
Escolha
São animais de metal...
Vil metal!
Marcha de ganância...
Brutalidade...
Fé e dinheiro
Igrejas caem
Onde está
o espirito...
nesta sujeira?
Sua companhia
ne entristece...
Com suas garras de fuzis...
Vomitando discursos velhos:
Olho por olho
Dente por dente
Não quero ouvir isto
Quero algo novo...
Alem dos tiros
E a pilha de corpos!
Alem deste corpo, tambem!
Venham comigo!
A dor é uma escolha!
Me entendem?
Vil metal!
Marcha de ganância...
Brutalidade...
Fé e dinheiro
Igrejas caem
Onde está
o espirito...
nesta sujeira?
Sua companhia
ne entristece...
Com suas garras de fuzis...
Vomitando discursos velhos:
Olho por olho
Dente por dente
Não quero ouvir isto
Quero algo novo...
Alem dos tiros
E a pilha de corpos!
Alem deste corpo, tambem!
Venham comigo!
A dor é uma escolha!
Me entendem?
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Caetano a Chico
Sou roqueiro...
Mas sou mais
Caetano a Chico!
Me disseram
que este ultimo
era poeta...
Quando
perguntei:
"O que elas vêem nele?"
Sou poeta,
E ninguem quer
me dar...
Um beijo
na bochecha...
Um pouquinho de atenção!
Chico manda cuspir...
Na pobre Geni!
Pois eu prefiro, é refletir...
Quando Caetano diz: "Ou não!"
Mas sou mais
Caetano a Chico!
Me disseram
que este ultimo
era poeta...
Quando
perguntei:
"O que elas vêem nele?"
Sou poeta,
E ninguem quer
me dar...
Um beijo
na bochecha...
Um pouquinho de atenção!
Chico manda cuspir...
Na pobre Geni!
Pois eu prefiro, é refletir...
Quando Caetano diz: "Ou não!"
Ausência
O silêncio
do quarto...
Fustiga-me as orelhas...
Me contorço
na cama...
Até estalarem os ossos...
Arranho
o peito...
Cabelos brancos...
Assalto
a geladeira...
Tento te comer...
Tento
Te beber...
Mas não posso!
Ligo
a T.V...
Te vejo...
Mas não é você!
Pego
o telefone...
Não posso ligar! Que pena...
Você não existe!
do quarto...
Fustiga-me as orelhas...
Me contorço
na cama...
Até estalarem os ossos...
Arranho
o peito...
Cabelos brancos...
Assalto
a geladeira...
Tento te comer...
Tento
Te beber...
Mas não posso!
Ligo
a T.V...
Te vejo...
Mas não é você!
Pego
o telefone...
Não posso ligar! Que pena...
Você não existe!
Janela
Menina
encosta na janela...
Vê sol queimar...
Até virar lua...
Alva e límpida,
Como um nada...
Nem princípio...
Nem fim...
Um bocejo
da via-láctea...
Menina boceja
junto...
Projetando
Na tela improvisada...
Um monte
de não sei oquê!
E ela não sabe mesmo...
Só esfrega um pezinho
noutro...
Cantarolando
mais um hit de FM...
Que se perderá
No tempo de cem bocejos...
Da lua...
Tão bela! Tão bela!
encosta na janela...
Vê sol queimar...
Até virar lua...
Alva e límpida,
Como um nada...
Nem princípio...
Nem fim...
Um bocejo
da via-láctea...
Menina boceja
junto...
Projetando
Na tela improvisada...
Um monte
de não sei oquê!
E ela não sabe mesmo...
Só esfrega um pezinho
noutro...
Cantarolando
mais um hit de FM...
Que se perderá
No tempo de cem bocejos...
Da lua...
Tão bela! Tão bela!
Algo de mim
Sou feito de cacos...
de vida não vivida,
Me procuro...
Pelas sujas avenidas...
Haverá algo
de mim...
Na mão do pedinte?
No sorriso
de escárnio...
Do bêbado que me insulta?
Haverá algo
de mim...
Nestas vísceras nauseabundas?
Ou quem sabe...
Nesta grama verde
Em que crianças correm?
Nesta alegria tola...
E tão linda?
Espero que sim...
Espero que lá, haja algo
de mim!
de vida não vivida,
Me procuro...
Pelas sujas avenidas...
Haverá algo
de mim...
Na mão do pedinte?
No sorriso
de escárnio...
Do bêbado que me insulta?
Haverá algo
de mim...
Nestas vísceras nauseabundas?
Ou quem sabe...
Nesta grama verde
Em que crianças correm?
Nesta alegria tola...
E tão linda?
Espero que sim...
Espero que lá, haja algo
de mim!
Viola no saco
Vou embora!
Enfiar a viola
no saco...
Sonhar com
Antonela...
com flores na cabeça!
Sim, senhora!
Andar por reinos
tão proibidos...
tão gélidos...
como um vôo noturno...
E quem sabe...
Usar o amor
que ainda não conheço...
Como para-quedas,
Nesta queda ignóbil...
Por estradas
Rumo ao desconhecido...
Tocando na viola....
A marcha funebre...
Da fé e da inocência!
Enfiar a viola
no saco...
Sonhar com
Antonela...
com flores na cabeça!
Sim, senhora!
Andar por reinos
tão proibidos...
tão gélidos...
como um vôo noturno...
E quem sabe...
Usar o amor
que ainda não conheço...
Como para-quedas,
Nesta queda ignóbil...
Por estradas
Rumo ao desconhecido...
Tocando na viola....
A marcha funebre...
Da fé e da inocência!
Esperança
Ofegante, percorre as entranhas...
de uma cidade corrupta e desumana,
Aqui embaixo, suas maneiras não são estranhas...
Aqui, se é o que é, ninguem se engana...
Apesar da máscara, a habilidade...
de não precisar de mais nenhuma,
Na podridão do esgoto, mais perto da Verdade,
Mais na frente, alguem tosse, fuma...
Sua mão tateia, pele àspera,
e fria, como cadáver...
"Olá! Peregrino maldito! Tire a máscara...
Me mostre teus pecados, deixe-me ver!"
"Meu rosto morreu com tudo lá em cima!"
"Ah! Quem és afinal, cavaleiro funéreo,
a carregar nos braços, tão bela menina?
Por acaso, és a quem chamam de Mistério?"
"Sim, sem nenhum passado...
e cujo futuro, é uma incógnita,
Minha filha doente, é pesado fardo...
Disseram que com o velho do esgoto, ficaria ótima!"
"Ah! Acreditas ainda, em milagres?
Vejo que carregas um rasgado evangelho..."
"Bom...Fazes o que dizem, ou não fazes?"
"Este curandeiro...Está bem velho..."
"Mas, diga! Como se chama a criança?
Ou tiras-te sua identidade, tambem?"
"É a unica a acompanhar-me! Chama-se Esperança..."
O velho orou baixinho, terminando com amem...
Coisa que o peregrino já fez tanto,
Mas que não trouxe melhora alguma...
O velho do esgoto a leva então, a um canto...
"Deixe-a! Continua tua busca! Suma!"
"Continuar? Mas...Sem Esperança?"
"Ela está definhando! Precisa de descanso!"
"Voltarei!" Diz o mascarado, que avança...
para o velho, na cadeira de balanço...
"Não tire-me a menina! É o que me resta!"
"Não te servirá, tombando morta...
Segue em qualquer direção, naquela ou nesta,
Para as questões que lhe afligem, só dentro de ti mesmo...
Encontrarás respostas..."
Percorreu tuneis fétidos...
Com a negra capa, a arrastar-se...
Esbarrou em outros andarilhos, àvidos...
Voltou correndo, não podia enganar-se!
Apertou a menina nos braços,
"Esperança! Sem ti, não posso continuar..."
Estreitando assim, mais os laços...
Que a sua vida sem rumo, ela haveria de estar...
"Vai me levar ao Lugar Melhor, papai?"
"Sim! E com tua ajuda, hei de encontrar!"
"E vai me comprar doces? Vai?"
Nó na garganta, à Esperança, volta a se agarrar!
de uma cidade corrupta e desumana,
Aqui embaixo, suas maneiras não são estranhas...
Aqui, se é o que é, ninguem se engana...
Apesar da máscara, a habilidade...
de não precisar de mais nenhuma,
Na podridão do esgoto, mais perto da Verdade,
Mais na frente, alguem tosse, fuma...
Sua mão tateia, pele àspera,
e fria, como cadáver...
"Olá! Peregrino maldito! Tire a máscara...
Me mostre teus pecados, deixe-me ver!"
"Meu rosto morreu com tudo lá em cima!"
"Ah! Quem és afinal, cavaleiro funéreo,
a carregar nos braços, tão bela menina?
Por acaso, és a quem chamam de Mistério?"
"Sim, sem nenhum passado...
e cujo futuro, é uma incógnita,
Minha filha doente, é pesado fardo...
Disseram que com o velho do esgoto, ficaria ótima!"
"Ah! Acreditas ainda, em milagres?
Vejo que carregas um rasgado evangelho..."
"Bom...Fazes o que dizem, ou não fazes?"
"Este curandeiro...Está bem velho..."
"Mas, diga! Como se chama a criança?
Ou tiras-te sua identidade, tambem?"
"É a unica a acompanhar-me! Chama-se Esperança..."
O velho orou baixinho, terminando com amem...
Coisa que o peregrino já fez tanto,
Mas que não trouxe melhora alguma...
O velho do esgoto a leva então, a um canto...
"Deixe-a! Continua tua busca! Suma!"
"Continuar? Mas...Sem Esperança?"
"Ela está definhando! Precisa de descanso!"
"Voltarei!" Diz o mascarado, que avança...
para o velho, na cadeira de balanço...
"Não tire-me a menina! É o que me resta!"
"Não te servirá, tombando morta...
Segue em qualquer direção, naquela ou nesta,
Para as questões que lhe afligem, só dentro de ti mesmo...
Encontrarás respostas..."
Percorreu tuneis fétidos...
Com a negra capa, a arrastar-se...
Esbarrou em outros andarilhos, àvidos...
Voltou correndo, não podia enganar-se!
Apertou a menina nos braços,
"Esperança! Sem ti, não posso continuar..."
Estreitando assim, mais os laços...
Que a sua vida sem rumo, ela haveria de estar...
"Vai me levar ao Lugar Melhor, papai?"
"Sim! E com tua ajuda, hei de encontrar!"
"E vai me comprar doces? Vai?"
Nó na garganta, à Esperança, volta a se agarrar!
Até quando?
Quando a noite cai no espirito...
E é embalado pelos braços do silêncio,
De certo modo, desperta, e aflito...
Acorda para um mundo mais brutal e intenso...
As defesas caem, fragilidade,
A pedra bruta afunda na àgua imunda...
Sugado, pela sua fragilidade...
Piores pesadelos, homem chafurda...
Até quando, carne imperará?
Até quando, dormirá a real inteligência?
Até quando, o velho caminhará...
gabando-se da estupidez e negligência?
Consciência, verdadeira luz,
Saber-se que não se vem a passeio...
Rolar no leito, com corpos nus...
entregando-se ao material, sem receio!
Achar que tudo é fácil,
O bom vai para o céu, o mau, inferno...
Nuvens de algodão, ao dócil...
Ao perverso, o fogo eterno...
A construção é bem lenta...
E mais lenta, a quem estacionar,
Não adianta, àgua benta...
Só o amor ao próximo, irá funcionar...
E é embalado pelos braços do silêncio,
De certo modo, desperta, e aflito...
Acorda para um mundo mais brutal e intenso...
As defesas caem, fragilidade,
A pedra bruta afunda na àgua imunda...
Sugado, pela sua fragilidade...
Piores pesadelos, homem chafurda...
Até quando, carne imperará?
Até quando, dormirá a real inteligência?
Até quando, o velho caminhará...
gabando-se da estupidez e negligência?
Consciência, verdadeira luz,
Saber-se que não se vem a passeio...
Rolar no leito, com corpos nus...
entregando-se ao material, sem receio!
Achar que tudo é fácil,
O bom vai para o céu, o mau, inferno...
Nuvens de algodão, ao dócil...
Ao perverso, o fogo eterno...
A construção é bem lenta...
E mais lenta, a quem estacionar,
Não adianta, àgua benta...
Só o amor ao próximo, irá funcionar...
A poesia secreta
Sempre haverá algo à se esconder...
Como a face da menina discreta,
Que na lembrança, nunca irá envelhecer...
No meu coração, terá sua poesia secreta...
Escrita a sombra duma palmeira,
Em meio aos devaneios de solidão...
Ela será sempre a unica, a primeira...
Que quis dar-me o gracioso coração...
Mas deixei a menina fugir,
Como àgua pura entre os dedos...
Não há mais nada para sentir...
Só ser consumido, por receios e medos...
Essa sensação que a mulher...
de minha vida se foi,
Que não adianta seguir caminho qualquer...
E é cruel, dói...
Mas agradeço ao bom Deus,
por dar-me esta capacidade...
de transformar os desgostos meus...
em poesia triste e cheia de saudade...
Como a face da menina discreta,
Que na lembrança, nunca irá envelhecer...
No meu coração, terá sua poesia secreta...
Escrita a sombra duma palmeira,
Em meio aos devaneios de solidão...
Ela será sempre a unica, a primeira...
Que quis dar-me o gracioso coração...
Mas deixei a menina fugir,
Como àgua pura entre os dedos...
Não há mais nada para sentir...
Só ser consumido, por receios e medos...
Essa sensação que a mulher...
de minha vida se foi,
Que não adianta seguir caminho qualquer...
E é cruel, dói...
Mas agradeço ao bom Deus,
por dar-me esta capacidade...
de transformar os desgostos meus...
em poesia triste e cheia de saudade...
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Imundos lábios
Que venham dias melhores,
Quando tivermos consciência de quem somos...
Quando já não haverem servos, nem senhores...
Quando tudo for igual, sem nenhum dono...
Quando reconhecermos nossa pequenez...
E os lobos assumirem sua condição,
Apesar da pele de ovelha, a altivez...
Não se esconde, em nenhum vão...
Em nenhum canto escuro,
Pois os "Olhos Imortais" sempre verão...
O passado, o presente, o futuro...
Qualquer disfarce, será sempre em vão...
O poeta reconhece sua fraqueza,
A tentação da carne lhe é terrivel...
E se seguir o caminho da luxuria, com certeza...
descerá ao mais ordinário, ultimo nível!
Senhor! Cortai de vez, estes desejos...
Que só idéias elevadas norteiem-me o pensamento!
Que apenas, teus santificados pés ganhem os beijos...
dos imundos lábios, que oram em tormento!
Quando tivermos consciência de quem somos...
Quando já não haverem servos, nem senhores...
Quando tudo for igual, sem nenhum dono...
Quando reconhecermos nossa pequenez...
E os lobos assumirem sua condição,
Apesar da pele de ovelha, a altivez...
Não se esconde, em nenhum vão...
Em nenhum canto escuro,
Pois os "Olhos Imortais" sempre verão...
O passado, o presente, o futuro...
Qualquer disfarce, será sempre em vão...
O poeta reconhece sua fraqueza,
A tentação da carne lhe é terrivel...
E se seguir o caminho da luxuria, com certeza...
descerá ao mais ordinário, ultimo nível!
Senhor! Cortai de vez, estes desejos...
Que só idéias elevadas norteiem-me o pensamento!
Que apenas, teus santificados pés ganhem os beijos...
dos imundos lábios, que oram em tormento!
domingo, 4 de janeiro de 2009
Chuva
Um caminho
feito de lírios...
Para os pés dela,
De sedosa planta
jamais beijada por poeta!
E é vã, a tentativa!
É vão o esforço
de imaginar!
São tudo sonhos
Na cabeça do lunático,
Vagas idealizações...
Tão longe da realização!
Chove...
Os seios dela
são atingidos!
Como que...
Por gotas de gozo!
E é o poeta
à gozar!
Ele, tão solitário...
Sempre à vagar...
Goza na chuva!
Que chove sem parar!
feito de lírios...
Para os pés dela,
De sedosa planta
jamais beijada por poeta!
E é vã, a tentativa!
É vão o esforço
de imaginar!
São tudo sonhos
Na cabeça do lunático,
Vagas idealizações...
Tão longe da realização!
Chove...
Os seios dela
são atingidos!
Como que...
Por gotas de gozo!
E é o poeta
à gozar!
Ele, tão solitário...
Sempre à vagar...
Goza na chuva!
Que chove sem parar!
Minha dor
Ofereço-te...
Bela dama,
Ofereço-te
minha dor!
Faça-me assento,
Faça-me cama...
Extrai vermelho sangue,
Extrai como rosa flor!
Dos gritos...
Componha a òpera,
Menbros retorcidos...
Superfície àspera...
Sorria...
Com boca vermelha!
Percorre olho frio...
Lâmina! Carne no madeiro...
Da solidão imensa,
Rostos que me ignoram...
Pássaros cagam...
Me ajuda?
Traga os pregos!
A multidão matraqueia...
Soltando perdigotos...
Não posso
beijar as feridas...
Acabou!
Abra-me o
tórax...
E leva meu coração!
Bela dama,
Ofereço-te
minha dor!
Faça-me assento,
Faça-me cama...
Extrai vermelho sangue,
Extrai como rosa flor!
Dos gritos...
Componha a òpera,
Menbros retorcidos...
Superfície àspera...
Sorria...
Com boca vermelha!
Percorre olho frio...
Lâmina! Carne no madeiro...
Da solidão imensa,
Rostos que me ignoram...
Pássaros cagam...
Me ajuda?
Traga os pregos!
A multidão matraqueia...
Soltando perdigotos...
Não posso
beijar as feridas...
Acabou!
Abra-me o
tórax...
E leva meu coração!
Meu lugar
Familia vem...
se despedir...
Criança perdida chora...
"Vambora! Vambora!"
É um tal
de ir e de chegar...
Gente sem rumo...
Sem lugar...
Gente
que veio buscar sonho!
Gente
que bateu tanto cabeça
que acordou!
Uns vem
Outros vão...
Tem gente que veio das férias
Tem gente que morreu na estrada!
Vidas em movimento,
Onde vão parar?
Num céu idealizado?
Na cova...Tão real?
Eu só observo,
E escrevo...
Não quero ir, nem chegar...
Quero morrer nas letras...
Eis o meu lugar!
se despedir...
Criança perdida chora...
"Vambora! Vambora!"
É um tal
de ir e de chegar...
Gente sem rumo...
Sem lugar...
Gente
que veio buscar sonho!
Gente
que bateu tanto cabeça
que acordou!
Uns vem
Outros vão...
Tem gente que veio das férias
Tem gente que morreu na estrada!
Vidas em movimento,
Onde vão parar?
Num céu idealizado?
Na cova...Tão real?
Eu só observo,
E escrevo...
Não quero ir, nem chegar...
Quero morrer nas letras...
Eis o meu lugar!
A rodoviária
Tem cheiro
de saudade...
de lágrima...
de véu e grinalda...
de sonho despedaçado...
de duvida...
de blá-blá-blá...
e blá-blá-blá...
e blá-blá-blá...
Mas principalmente,
Tem cheiro de lonjura!
Das criança! Do véio e da véia!
E de Severina e o meu sertão!
de saudade...
de lágrima...
de véu e grinalda...
de sonho despedaçado...
de duvida...
de blá-blá-blá...
e blá-blá-blá...
e blá-blá-blá...
Mas principalmente,
Tem cheiro de lonjura!
Das criança! Do véio e da véia!
E de Severina e o meu sertão!
A lula e a vaca
Visualizei
um punhado
de vírus...
Sem visão!
Sem visão!
Só um susto
por não existir...
Ser uma coisa
ou
Outra...
Vaca presa
no brejo...
Reclama
com comadre
da crise mundial...
Mas a lula entra
na conversa...
Que crise,que nada!
Estou na duvida...
Confio na lula ou na vaca?
um punhado
de vírus...
Sem visão!
Sem visão!
Só um susto
por não existir...
Ser uma coisa
ou
Outra...
Vaca presa
no brejo...
Reclama
com comadre
da crise mundial...
Mas a lula entra
na conversa...
Que crise,que nada!
Estou na duvida...
Confio na lula ou na vaca?
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