quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vômito

Sinto-me enjoado,
Cambaleio
entre os caminhos perdidos,
Caminhos feitos de homens perversos
que seguram-me os pés
tentando impedir meus passos,
Eu paro
enquanto minhas vísceras se contorcem,
Tento,
mas já não consigo
esvaziar-me de ódio,
Me contorço
Espremo a barriga para o vômito,
Mas o que me sai da boca
São centenas e centenas de rosas!

A Valsa daVida

Ela me pega pela cintura
E me conduz pelo sinistro salão
Me sorri um sorriso de cadáver
Vermes no lugar da lingua
me convidam para o ultimo beijo,
Mas percebo que há algo errado
Que deveria ser eu
à guiar a maquiavélica dama
nessa dança de cegos
a pisarem cacos de vidros,
esses dias espatifados
que não colam com minhas lágrimas,
Levanto a cabeça indecisa
e olho dentro das órbitas vazias,
Sim, há uma luz de sol lá dentro,
Bem no fundo das trevas profundas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Se seu Amor Perdesse o Nariz

Se seu amor perdesse o nariz
sua face, você ainda beijaria, feliz?
Se seu amor perdesse os dedos
você ainda beijaria suas mãos, com desejo?
Se seu amor perdesse a lingua
um beijo no céu da boca, você daria ainda?
Se seu amor perdesse a razão
para os pés da louca, você ainda seria o chão?
Se seu amor perdesse a poesia
raios de sol, para ela, traçaria?
Raios de sol, desses que rompem as trevas
Um sorriso oculto, desses que se revelam
Desdobrando-se como flor de papel
Que é a alma humana, levada pelo vento
Ao infinito azul do céu.