Vejo o amor ir embora
como água límpida entre os dedos,
Vejo como é cruel, o aqui e o agora
Personificação dos piores medos
Vejo ruir o meu porto seguro
deixando toda a fragilidade exposta,
perdido na neblina, brilhante e utópico futuro
soterrado em perguntas, uma vacilante resposta
Sinto soltar-me o braço, meu maior apoio
e embaçar-se o sorriso encorajador,
Tento dormir e fingir que é só um sonho
mas desperto de meu embriagante torpor
E percebo que não há o que fazer
Do livro da vida, a ultima página, finitude,
E entre lágrimas, devo reconhecer
Um novo dia é propaganda de margarina, que só nos ilude...
André Diaz
