Parabéns, maldito poeta!
Estão cagando e andando para você
Mais um ano e a ninguém interessa
Se sumisse de vez, ninguém iria perceber
Você não é um objeto com utilidade
mas sim, a sujeira a se acumular nos cantos,
Não é o espelho do conto de fadas, a alimentar a vaidade
Seus versos se agarram aos mais sombrios recantos
Evidenciando o que não querem ver
na tentativa do entorpecimento virtual,
Você incomoda, pois o poeta não veio entreter
O que sai de sua maldita boca, soa como as trombetas do juízo final!
André Diaz
