terça-feira, 11 de setembro de 2018
Monumento
Os dias passados
correm em frente aos meus olhos
como ratos famintos
a se alimentarem dos restos
de um coração que sangra,
E morrem,
Agonizando na ratoeira da descrença,
Minha carcaça tomba,
num desejo febril de se juntar aos pestilentos dejetos,
Mas você me segura,
Teus lábios reacendem o fogo
e o incêndio se espalha,
queimando os destroços de vãs esperanças,
e elevando das cinzas, imponente monumento a este novo amor,
imune as pestes e pragas da inveja que infestam ao redor!
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Rua sem Saída
Te esperei na rua da amargura,
travessa com a avenida da saudade,
como um filhote imaturo dentro de um ovo quebrado
igual coração de poeta sonhador,
pisoteado pelos dias,
esses transeuntes distraídos,
ossinhos semi formados,
reduzidos a uma meleca sangrenta,
viscosa como lágrima de um olho cego
que teima em querer enxergar o que não existe,
o fim desta rua sem saída,
essa sua alma ruim,
incapaz de amar.
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