Luz
invade
as
frestas
Penso nela
A ameba
torna-se
oceânica
Formosa
Neste
longo amanhecer
o sonho
se torna
concreto
O sonho
se torna
chumbo
Entre o
despertar
e o café
da manhã
Longo amanhecer
de meia hora!
segunda-feira, 30 de março de 2009
Ceder
Sangro
sentimento
mesquinho
de
gente
atormentada
Vejo
o que
não
importa
Sento
no
banco
da
esperança
precipitada
Esperando
que
minha
vez
seja
a primeira
Mas
sempre
acabo
cedendo
o
lugar!
sentimento
mesquinho
de
gente
atormentada
Vejo
o que
não
importa
Sento
no
banco
da
esperança
precipitada
Esperando
que
minha
vez
seja
a primeira
Mas
sempre
acabo
cedendo
o
lugar!
Sorriso
Não
lembro
de
mais
nada
Nem
dos
inimigos
Nem
da
mão
na
cara
Dejetei
o
passado
Ele
fede
Me
afasto
Coloco
o
Novo
aqui
dentro
E minhas
vísceras
Se
contorcem
num
Sorriso!
lembro
de
mais
nada
Nem
dos
inimigos
Nem
da
mão
na
cara
Dejetei
o
passado
Ele
fede
Me
afasto
Coloco
o
Novo
aqui
dentro
E minhas
vísceras
Se
contorcem
num
Sorriso!
Diferente
Sapateei
sem sapatos
no quarto
da solidão
Lambi com a testa
o sorvete derretido
Vomitei
o banquete
jamais servido
Votei
no político
que me despreza
Rodei
o vinil da Xuxa
de trás pra frente
E me vi de repente
Escrevendo um poema
Sobre as vantagens
de ser diferente!
sem sapatos
no quarto
da solidão
Lambi com a testa
o sorvete derretido
Vomitei
o banquete
jamais servido
Votei
no político
que me despreza
Rodei
o vinil da Xuxa
de trás pra frente
E me vi de repente
Escrevendo um poema
Sobre as vantagens
de ser diferente!
segunda-feira, 23 de março de 2009
Ambíguo
Minha
mente
corresponde
como
uma
prece
a
um
ato
de
esperança
impensado...
Aterrador...
pungente...
Sensivel
como
uma
flor
e
Ambíguo
como
uma
faca
de
dois
gumes!
mente
corresponde
como
uma
prece
a
um
ato
de
esperança
impensado...
Aterrador...
pungente...
Sensivel
como
uma
flor
e
Ambíguo
como
uma
faca
de
dois
gumes!
Mim mesmo
Mergulho
em mim mesmo...
A procura de algo...
Mar revolto...
Sinto que me afogo...
Preciso respirar...
Algo que faça
sentido...
Um perfume,
Um som...
Um sorriso...
Preciso
que
me
entendam...
E tentem
me
explicar!
em mim mesmo...
A procura de algo...
Mar revolto...
Sinto que me afogo...
Preciso respirar...
Algo que faça
sentido...
Um perfume,
Um som...
Um sorriso...
Preciso
que
me
entendam...
E tentem
me
explicar!
Saliente
Algo
está
saliente...
Algo
está
para
fora...
Sente?
Se
insinua
entre
vestidos...
batons,
Gemidos...
Lágrimas
de Redenção!
Deus
me
catapultou
da
imundície
para
a
estratosfera!
Algo
está
saliente...
Sente?
está
saliente...
Algo
está
para
fora...
Sente?
Se
insinua
entre
vestidos...
batons,
Gemidos...
Lágrimas
de Redenção!
Deus
me
catapultou
da
imundície
para
a
estratosfera!
Algo
está
saliente...
Sente?
Eterno
O encanto
de encontrar...
Onde está?
Remexo nas
entranhas...
Mas...Onde está?
Se as entranhas
não são nada...
Devo cavar mais
fundo?
Onde só Deus
pode ver?
Onde estão?
Onde estão
os olhos de Deus?
Se temos
Deus em nós?
Porque olhos
de vício?
Porque nadar
contra a maré?
Porque este
medo do fim?
Se no fim
está a Verdade?
Um Eterno
fim e retorno!
de encontrar...
Onde está?
Remexo nas
entranhas...
Mas...Onde está?
Se as entranhas
não são nada...
Devo cavar mais
fundo?
Onde só Deus
pode ver?
Onde estão?
Onde estão
os olhos de Deus?
Se temos
Deus em nós?
Porque olhos
de vício?
Porque nadar
contra a maré?
Porque este
medo do fim?
Se no fim
está a Verdade?
Um Eterno
fim e retorno!
Pegadas
Me ofereces
o calcanhar...
Eu o mordo!
Fruto salgado...
Suculento!
Chupo os dedos
um a um...
Fico excitado
Quero meter-me
Entre eles...
Estrebuchar
entre teus pés...
E ver-te partir, amor!
Ir-se embora...
Deixando viscosas pegadas...
De semente desperdiçada!
o calcanhar...
Eu o mordo!
Fruto salgado...
Suculento!
Chupo os dedos
um a um...
Fico excitado
Quero meter-me
Entre eles...
Estrebuchar
entre teus pés...
E ver-te partir, amor!
Ir-se embora...
Deixando viscosas pegadas...
De semente desperdiçada!
terça-feira, 17 de março de 2009
A libélula
Cadavéricas
Catacumbas...
Velhos
sonhos
que
se
desfazem...
A libélula
voa
no rosto
inocente...
Vozes zombeteiras
encobrem
a voz triste
que
pede
por
clemência...
Intervenho
com
um
poema...
A libélula...
que beija
suas lágrimas...
A beleza
que não
apodrece
em meio
a decomposição...
Catacumbas...
Velhos
sonhos
que
se
desfazem...
A libélula
voa
no rosto
inocente...
Vozes zombeteiras
encobrem
a voz triste
que
pede
por
clemência...
Intervenho
com
um
poema...
A libélula...
que beija
suas lágrimas...
A beleza
que não
apodrece
em meio
a decomposição...
Anjo cego
Insisto...
Apesar de tudo!
Em encontrar momentos
felizes!
Apesar da tristeza
de sepulcro...
O poeta é louco!
E insiste!
Em ver
a beleza do
céu azul...
Em volta do
buraco na camada de ozônio!
A beleza
do sorriso
da moça cega...
Ao comentário
sobre a beleza
de seu cão-guia!
Ela imagina
a beleza do cão...
Assim, como imagino...
A beleza num mundo tão feio!
Não ver nada...
Em tão densas trevas!
Sorriam tambem, na dor...
Com a alma de um anjo cego!
Apesar de tudo!
Em encontrar momentos
felizes!
Apesar da tristeza
de sepulcro...
O poeta é louco!
E insiste!
Em ver
a beleza do
céu azul...
Em volta do
buraco na camada de ozônio!
A beleza
do sorriso
da moça cega...
Ao comentário
sobre a beleza
de seu cão-guia!
Ela imagina
a beleza do cão...
Assim, como imagino...
A beleza num mundo tão feio!
Não ver nada...
Em tão densas trevas!
Sorriam tambem, na dor...
Com a alma de um anjo cego!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Merecida Auto-Flagelação
O padre de pantufas...
Gosta de ouvir os rapazes,
confessaren coisas escusas...
Para com Papai do Céu...
Fazerem as pazes!
O padre sorri...
Enquanto eles falam,
Padre! Eu oro por ti...
E a teus pecados, que se calam!
Connheço a tua laia...
Eu era um garotinho, no cinema...
Que tua maldade lhe recaia...
Sou teu diabo! Me tema!
Eu e a todos os meninos!
Das salas de cinema ou confessionário...
Sobre tua carcaça, ainda riremos...
Ao dirijir do carro funerário!
Deixai os meninos em paz!
Tens mãos sujas e boca lasciva...
Meter medo...Isso não se faz...
Traumatizando tão jovens vidas!
Já não sou mais fracote...
Derrubalo-ei no chão!
Contorça-te! Sou o chicote...
De tua merecida auto-flagelação!!!
O Novo
Estou tão triste...
Estou sem chão,
A dor pungente, persiste...
Persigo os lírios da salvação!
Entre o caos
e cacos de um mundo...
onde apenas os maus...
Sorriem...Me pergunto...
Minh'alma para
onde caminhará?
O sarcasmo me encara...
Onde primeiro, sangrará?
Os cravos que insistem...
Em querer enterrar-me,
De supersticão, se revestem...
Cismam em alcançar-me...
O mundo velho
Quando há de morrer no coração?
Até quando, encará-lo no espelho...
Tentar arrancá-lo das veias, em vão?
Quero escrever um livro Novo...
E guiar-me por ele,
Velhos conceitos, já cheiram a mofo...
Como tatuagem obscena na pele!
Hei de arrancar minha luz...
Dentro de mim mesmo,
Podem pregar o velho homem na cruz...
O Novo sou eu, e cresço!
Estou sem chão,
A dor pungente, persiste...
Persigo os lírios da salvação!
Entre o caos
e cacos de um mundo...
onde apenas os maus...
Sorriem...Me pergunto...
Minh'alma para
onde caminhará?
O sarcasmo me encara...
Onde primeiro, sangrará?
Os cravos que insistem...
Em querer enterrar-me,
De supersticão, se revestem...
Cismam em alcançar-me...
O mundo velho
Quando há de morrer no coração?
Até quando, encará-lo no espelho...
Tentar arrancá-lo das veias, em vão?
Quero escrever um livro Novo...
E guiar-me por ele,
Velhos conceitos, já cheiram a mofo...
Como tatuagem obscena na pele!
Hei de arrancar minha luz...
Dentro de mim mesmo,
Podem pregar o velho homem na cruz...
O Novo sou eu, e cresço!
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