Hoje vejo
que o ontem
foi um vulto que passou
Foi a sombra assustadora
cujos braços largos
me ameaçavam,
Hoje vejo
com mais clareza
que era a sombra da grande árvore
que já foi assim, como eu, semente,
e a qual devo escalar,
o que antes parecia
sombrio obstáculo
já consigo perceber
entre a folhagem espessa
do véu do cotidiano,
sim, consigo perceber
que precioso fruto me aguarda
Começo a escalada
Cada galho é uma vida,
Cada galho é uma conquista,
Não anseio pelo milagre
de ver-me facilmente transportado,
Só oro pelo equilibrio necessário,
De seguir firme, sempre acima,
Pois já é passado, como o sombrio vulto
O meu tempo de semente.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A Escada
Descobri
uma escada para o céu,
mas é tão dificil de subir
Desanimo ante a visão
de seus degraus estreitos,
E há muitos obstáculos
entre eles,
Subo um,
Impaciento-me, retrocedo,
Subo outro, escorrego,
Fico choramingando
como vitima injustiçada,
Ah! Mas que cada verso
que escrever, seja a metade,
da metade da metade
de um degrau,
E que a ação
adicionada a doses generosas de amor
Completem a matéria prima
para esta construção lenta
mas inevitável,
Rumo a este céu
Localizado dentro de mim mesmo!
uma escada para o céu,
mas é tão dificil de subir
Desanimo ante a visão
de seus degraus estreitos,
E há muitos obstáculos
entre eles,
Subo um,
Impaciento-me, retrocedo,
Subo outro, escorrego,
Fico choramingando
como vitima injustiçada,
Ah! Mas que cada verso
que escrever, seja a metade,
da metade da metade
de um degrau,
E que a ação
adicionada a doses generosas de amor
Completem a matéria prima
para esta construção lenta
mas inevitável,
Rumo a este céu
Localizado dentro de mim mesmo!
sábado, 10 de setembro de 2011
Bolada
Descobri outro dia,
Minha mãe me contou
Que tive trauma de bola
Quando tinha cinco anos,
Não lembrava disso,
Para mim
Simplesmente não gostava de bola,
Mas não,
Tomei uma bolada
Dos garotos mais velhos
Lá no colégio das freiras,
Depois a madre
Contou uma história
Na reunião de pais
Sobre um menino que
Não gostava de bola:
- Menino que não gosta de bola...
Vocês sabem o que é, né?
Eu nunca joguei bola
Mas já não me sinto infeliz
Pois descobri o que é um menino
Que não gosta de bola!
É artista!
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Não Pisei
Não pisei
na lagarta que caminhava
com seus vários pézinhos na calçada,
Antes, vítima da ignorância,
a mataria,
Menos uma borboleta
a colorir a paisagem de concreto,
de poluição
de criança abandonada
de violência
e tantas imagens feito agulha
a furar-me o olhar sonhador,
Não pisei,
E oro
pela sobrevivência
desse pincel da natureza
a pintar o cinza que pesa-me na vista
e me obriga, como agora
imaginar algo melhor.
na lagarta que caminhava
com seus vários pézinhos na calçada,
Antes, vítima da ignorância,
a mataria,
Menos uma borboleta
a colorir a paisagem de concreto,
de poluição
de criança abandonada
de violência
e tantas imagens feito agulha
a furar-me o olhar sonhador,
Não pisei,
E oro
pela sobrevivência
desse pincel da natureza
a pintar o cinza que pesa-me na vista
e me obriga, como agora
imaginar algo melhor.
sábado, 3 de setembro de 2011
O Canto
Abri os olhos
O canto me chamou à vida,
Vislumbrei uma promessa de amor,
Campos verdejantes
Um caminho feito de flores,
O sorriso de um bebê,
Relaxei tanto,
que soltei um pum,
A imagem mudou
O banco da praça,
Emporcalhado pelo cocô
desses passarinhos,
que cantam tão bonitinho.
O canto me chamou à vida,
Vislumbrei uma promessa de amor,
Campos verdejantes
Um caminho feito de flores,
O sorriso de um bebê,
Relaxei tanto,
que soltei um pum,
A imagem mudou
O banco da praça,
Emporcalhado pelo cocô
desses passarinhos,
que cantam tão bonitinho.
Doce Faca
As máscaras
me sufocam,
não consigo respirar,
Quero a faca
para arrancá-las,
Revelando a real face,
Doce Faca que estais nos céus,
Faça-se arte entre os homens,
Arrancando tecos de hipocrisia
desta carne escrava que lhe suplica!
Amem!
me sufocam,
não consigo respirar,
Quero a faca
para arrancá-las,
Revelando a real face,
Doce Faca que estais nos céus,
Faça-se arte entre os homens,
Arrancando tecos de hipocrisia
desta carne escrava que lhe suplica!
Amem!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Asas
Sou um pássaro,
Só posso imaginar
o que está alem do horizonte,
Tenho asas atrofiadas,
Pelo medo,
Pela preguiça,
Pelo comodismo,
Pelo orgulho,
Senhor, tira esses pesos
que fazem de minhas penas, chumbo,
E ajuda-me
a desenvolver essas asas,
Fazendo-me voar
por sob os obstáculos,
E transpor um horizonte
após o outro,
Atravessando noites
e louvando cada dia
a banhar-me essa nova plumagem,
Chamada consciência!
Só posso imaginar
o que está alem do horizonte,
Tenho asas atrofiadas,
Pelo medo,
Pela preguiça,
Pelo comodismo,
Pelo orgulho,
Senhor, tira esses pesos
que fazem de minhas penas, chumbo,
E ajuda-me
a desenvolver essas asas,
Fazendo-me voar
por sob os obstáculos,
E transpor um horizonte
após o outro,
Atravessando noites
e louvando cada dia
a banhar-me essa nova plumagem,
Chamada consciência!
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