segunda-feira, 26 de maio de 2025

Para o Poeta Rodrigues de Abreu

 

Chorei diante de tuas palavras,

antigo e sábio poeta,

como boia salva-vidas que me resgata,

a afogar-me nesta maré incerta


Eterno peixe fora d'água,

Eterna peça a não se encaixar,

carregando no peito, esta eterna falta,

Esta sensação, de no mundo, não ter o meu lugar


Obrigado..Oh..Caro poeta,

por trazer-me a velha emoção,

de sangrar a velha ferida aberta,

que na juventude, rebentou-me o coração!


De nas letras, poder derramar

toda dor que o mundo me causava,

e ter a poesia, como lenço, a  enxugar

toda a má impressão, que tento me repugnava


E trazer-me de volta a paz,

e a mais sincera convicção,

que os bons sentimentos perderão jamais

e que no fim, a luta do poeta não será em vão!


André Diaz