quinta-feira, 22 de março de 2012

Aqueles Olhos Verdes

Andei na noite,
a esperança como lanterna,
Troca de olhares no caos,
Aqueles olhos verdes!
Como não parar?
O assunto que saía da boca
Deus! Era sobre as crianças carentes!
Uma vergonha,
mas não me interessava,
Queria me agarrar àqueles olhos,
Como duas bóias
num oceano feito de nada,
Fui embora,
sem deixar contribuição,
Correndo ao banheiro publico,
E derramar
a semente de minha solidão.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Nos Rastros Do Desamor

Caminho
desgostoso com o que me cerca,
Sem saber ao certo
meu lugar no mundo,
Se o fim das ilusões
faz parte de um ciclo que se encerra,
se são tesouros imaginários
enterrados num poço sem fundo,
Se há um espirito igual
esperando para ser amado,
se este ser, afinal,
neste mundo, não estará encarnado,
Se a criatura que anseio
tanto, tanto em ter em meus braços
jamais me dará abrigo em seu seio,
Ou se já nasceram desfeitos
Esses mágicos laços,
Como disse o caro amigo
devo procurar a alegria nas coisas simples,
Devo procurar o sentido
onde nunca procurara antes,
Vou então, percorrendo
esses rastros do desamor,
chorando e percebendo
que em cada esquina
Deus sempre me deixará uma amostra de sua bondade
Na forma de uma linda flor!