As caveiras
cabisbaixas
sacolejam
os ossos
no coletivo
rumo a
lugar nenhum,
A tristeza é
um cachorro louco
que insiste
em me morder,
Mas resisto,
Já não há
ferimentos para sangrar,
Sou roído aos poucos,
Mais um esqueleto
Nesse grande ossário
Chamado vida!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Beija-me
Beija-me
Como lâminas afiadas,
Corta as correntes
desse sofrimento,
Beija-me
Como torniquete,
Estanca a hemorragia
do coração,
Beija-me
Belo Anjo,
Suga minh'alma
dessa carcaça cansada,
Que há muito
Já não vive,
Vegeta só,
Entre essas bestas
Chamadas de homens.
Como lâminas afiadas,
Corta as correntes
desse sofrimento,
Beija-me
Como torniquete,
Estanca a hemorragia
do coração,
Beija-me
Belo Anjo,
Suga minh'alma
dessa carcaça cansada,
Que há muito
Já não vive,
Vegeta só,
Entre essas bestas
Chamadas de homens.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Sementes
A menina
passeia entre
eucaliptos,
colhendo
as flores
deixadas
pelo caçador,
Flores
de infinita beleza,
Perfume sedutor,
Cai na armadilha,
Seu pequeno corpo
desmenbrado
já não é seu,
é da natureza,
E quantas flores
não nascerão dali,
Daquela dor pungente
daqueles gritos de horror?
Acordo do pesadelo,
Crente de que nem sempre
sairão inocentes
sementes
das flores ao redor!
passeia entre
eucaliptos,
colhendo
as flores
deixadas
pelo caçador,
Flores
de infinita beleza,
Perfume sedutor,
Cai na armadilha,
Seu pequeno corpo
desmenbrado
já não é seu,
é da natureza,
E quantas flores
não nascerão dali,
Daquela dor pungente
daqueles gritos de horror?
Acordo do pesadelo,
Crente de que nem sempre
sairão inocentes
sementes
das flores ao redor!
Hino do Fim de Tudo
Espirito atormentado
Água suja
se esvai
dos poros,
A morte dos princípios
me encantou
certa vez,
Hoje, felizmente,
canto,
O hino do fim de tudo,
Cheio de arrependimento,
Com o olho fito no céu,
Á espera da ultima luz,
Antes do jantar dos vermes.
Água suja
se esvai
dos poros,
A morte dos princípios
me encantou
certa vez,
Hoje, felizmente,
canto,
O hino do fim de tudo,
Cheio de arrependimento,
Com o olho fito no céu,
Á espera da ultima luz,
Antes do jantar dos vermes.
Deleite da Alma
A carne acaba
e acordo
de meu sono profundo,
Acordo
para deleite da alma
Levanto para as alturas
a cada sete palmos
que afundo!
Glória!
Vejo as faces angélicas
fitarem-me,
nas órbitas vazias
dos crânios
dos antepassados,
Me sorriem
através
destes sorrisos
já descarnados,
Só um doce
fluído agora,
entre a matéria putrida
e sem importância,
Glória!
Liberdade, afinal!
Na reclusão de meus ossos,
Neste buraco fundo!
e acordo
de meu sono profundo,
Acordo
para deleite da alma
Levanto para as alturas
a cada sete palmos
que afundo!
Glória!
Vejo as faces angélicas
fitarem-me,
nas órbitas vazias
dos crânios
dos antepassados,
Me sorriem
através
destes sorrisos
já descarnados,
Só um doce
fluído agora,
entre a matéria putrida
e sem importância,
Glória!
Liberdade, afinal!
Na reclusão de meus ossos,
Neste buraco fundo!
Quem Sou?
Não sei
quem sou,
Se trevas,
Se luz,
O céu
me cega
com seu sol,
Então, o nego,
Só um instante,
a sarjeta
é o inferno
do vício
e imundície,
Sou um
anjo caído,
E arrependido!
quem sou,
Se trevas,
Se luz,
O céu
me cega
com seu sol,
Então, o nego,
Só um instante,
a sarjeta
é o inferno
do vício
e imundície,
Sou um
anjo caído,
E arrependido!
Os Dois Lados
Dois lados
da mesma
moeda,
Um rio
passa
pelo
meu peito,
Feito de
lama e
àgua cristalina,
Que acaba
num mar
de duvidas
e poesia.
da mesma
moeda,
Um rio
passa
pelo
meu peito,
Feito de
lama e
àgua cristalina,
Que acaba
num mar
de duvidas
e poesia.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Sonhos Suspensos
O caos me cerca,
Os carros,
Os bandidos,
Pessoas me rodeiam,
Quero respirar,
Por isso
tenho àrvores na cabeça,
Frutos de poesia
Que não apodrecem,
Sonhos suspensos
Acima de todo o lixo humano,
Esse grande cocô
Chamado progresso!
Os carros,
Os bandidos,
Pessoas me rodeiam,
Quero respirar,
Por isso
tenho àrvores na cabeça,
Frutos de poesia
Que não apodrecem,
Sonhos suspensos
Acima de todo o lixo humano,
Esse grande cocô
Chamado progresso!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A Parede
Hoje olhei pra parede,
Me perdi no branco de seus olhos,
Entendi coisas desconhecidas,
Mas esqueci logo em seguida.
Me perdi no branco de seus olhos,
Entendi coisas desconhecidas,
Mas esqueci logo em seguida.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Um Rato Tomando Sol
Eu sou
um rato tomando sol,
Que é que foi?
Nunca viu?
A sua grama verdinha
não comporta
tais visões?
Devo ficar escondido?
Chafurdando nos
detritos que
Vossa Senhoria produz?
Sou o revelador
de teus podres, não sou?
Que é que tá olhando?
Se sente desconfortável,
Enquanto coço meus bigodes?
Você é pior que eu!
Pois se esconde bem aqui!
Hipócrita!
Você é a mosca no meu olho!
um rato tomando sol,
Que é que foi?
Nunca viu?
A sua grama verdinha
não comporta
tais visões?
Devo ficar escondido?
Chafurdando nos
detritos que
Vossa Senhoria produz?
Sou o revelador
de teus podres, não sou?
Que é que tá olhando?
Se sente desconfortável,
Enquanto coço meus bigodes?
Você é pior que eu!
Pois se esconde bem aqui!
Hipócrita!
Você é a mosca no meu olho!
Atrás dos muros
Atrás dos muros
Sinto a paz
entrar nas veias
como uma droga boa,
Nenhum dano,
Nenhum sofrimento,
Atrás dos muros
cumprimento
os que já se foram,
Cada rosto embaçado,
Cada lápide lascada,
Não os temo,
O terror vive lá fora,
Mas sorrio satisfeito,
Ele tambem irá apodrecer!
Sinto a paz
entrar nas veias
como uma droga boa,
Nenhum dano,
Nenhum sofrimento,
Atrás dos muros
cumprimento
os que já se foram,
Cada rosto embaçado,
Cada lápide lascada,
Não os temo,
O terror vive lá fora,
Mas sorrio satisfeito,
Ele tambem irá apodrecer!
Coisa Estranha!
O coreano
estranhou o homossexual,
O skinhead
estranhou o coreano,
Eu estranhei
esse comportamento,
E agora,
Você estranha
minha poesia!
estranhou o homossexual,
O skinhead
estranhou o coreano,
Eu estranhei
esse comportamento,
E agora,
Você estranha
minha poesia!
Penitência
A solidão
é um gato preto,
teimando em cruzar
meu caminho,
Tento fugir dele,
Acabo passando
por debaixo da escada,
E não há trevo,
Arruda,
nem sal grosso
que o espante!
Então,
o verso é minha reza,
E lavar o pé da puta,
A penitência!
é um gato preto,
teimando em cruzar
meu caminho,
Tento fugir dele,
Acabo passando
por debaixo da escada,
E não há trevo,
Arruda,
nem sal grosso
que o espante!
Então,
o verso é minha reza,
E lavar o pé da puta,
A penitência!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Poesia não é Mercadoria
Fui no mercado,
entre as embalagens
coloridas
não havia poesia,
Falaram que lá
não vende dessas
coisas não.
Chegando em casa
sentei no vaso
e das entranhas
tirei inspiração,
Escrevi versos
que os outros
chamam de merda,
Não sevem para vender
mas que me alimentam!
entre as embalagens
coloridas
não havia poesia,
Falaram que lá
não vende dessas
coisas não.
Chegando em casa
sentei no vaso
e das entranhas
tirei inspiração,
Escrevi versos
que os outros
chamam de merda,
Não sevem para vender
mas que me alimentam!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Haiquasis
I
leio na placa
que é proibido pisar na grama
então, simplesmente olho
II
minha cara na privada
a urina que cai
deforma meu reflexo
leio na placa
que é proibido pisar na grama
então, simplesmente olho
II
minha cara na privada
a urina que cai
deforma meu reflexo
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Amar é... *
Amar
da boca pra fora,
É beijar o pé do campeão,
Amar
da boca pra dentro,
è chupar os dedos sujos de chão!
* Homenagem a Glauco Mattoso
da boca pra fora,
É beijar o pé do campeão,
Amar
da boca pra dentro,
è chupar os dedos sujos de chão!
* Homenagem a Glauco Mattoso
O Calcanhar
Falta umidade
no ar,
Pra molhar
o calcanhar,
Daquele vendedor,
Que toma banho
de suor,
Conto suas desgraças,
Em cada rachadura
do pé,
Que vem e que
passa,
Chinelo velho
não perde a fé!
no ar,
Pra molhar
o calcanhar,
Daquele vendedor,
Que toma banho
de suor,
Conto suas desgraças,
Em cada rachadura
do pé,
Que vem e que
passa,
Chinelo velho
não perde a fé!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
No Meio do Dente
No meio do dente tinha um buraco
tinha um buraco no meio do dente
Tudo culpa da bala Toffee!
Que arrancou a obturação!
Ai!
Toffodido!
Toffodido!
tinha um buraco no meio do dente
Tudo culpa da bala Toffee!
Que arrancou a obturação!
Ai!
Toffodido!
Toffodido!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Mordi o Dedo!
Mordi o dedo!
Na ânsia de comer o pão!
Mordi o dedo!
Na volupia da masturbação!
Mordi odedo!
Tentando fazer a poesia!
Mas ficou tão ruim!
Tão ruim!
Que no fim
Quem diria!
Eu a regurgitaria!
Na ânsia de comer o pão!
Mordi o dedo!
Na volupia da masturbação!
Mordi odedo!
Tentando fazer a poesia!
Mas ficou tão ruim!
Tão ruim!
Que no fim
Quem diria!
Eu a regurgitaria!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Maldito Seja!
São João!
Maldito seja!
Santo demônio
que estais na terra!
Ostentando lascivamente
teu protuberante minhocão!
De tuas cloacas pichadas
nasceu o menino que
vi agora, mesmo!
E eu previ o seu futuro!
Não vai ser assim
nenhum Ronaldoooo!!!
Mas, ele já é "crack!"
Já é "crack", mano!!
Definhando,
Quase se confundindo
Com a sujeira da parede,
E, quem sabe, amanhã,
Não passe de mais uma
lembrança,
Carniça em vez de spray,
Atraindo o faro
de poetas-urubus,
Como eu,
Como você!
Maldito seja!
Santo demônio
que estais na terra!
Ostentando lascivamente
teu protuberante minhocão!
De tuas cloacas pichadas
nasceu o menino que
vi agora, mesmo!
E eu previ o seu futuro!
Não vai ser assim
nenhum Ronaldoooo!!!
Mas, ele já é "crack!"
Já é "crack", mano!!
Definhando,
Quase se confundindo
Com a sujeira da parede,
E, quem sabe, amanhã,
Não passe de mais uma
lembrança,
Carniça em vez de spray,
Atraindo o faro
de poetas-urubus,
Como eu,
Como você!
terça-feira, 11 de maio de 2010
O bafo do Mictório
Eu vou mijar,
Sinto a boca dela
me envolver,
No bafo que vem
do mictório,
Volto à mesa,
O que vejo,
Não acredito,
Uma mosca
bebendo cerveja!
Falo do meu
amor não correspondido,
Ela responde:
BZZZZZZ...BZZZZZZZZZZZ...
Limpa as asinhas
e voa,
Sem dividir a porra
da conta!
Sinto a boca dela
me envolver,
No bafo que vem
do mictório,
Volto à mesa,
O que vejo,
Não acredito,
Uma mosca
bebendo cerveja!
Falo do meu
amor não correspondido,
Ela responde:
BZZZZZZ...BZZZZZZZZZZZ...
Limpa as asinhas
e voa,
Sem dividir a porra
da conta!
A Rapadura
A rapadura é dura
E a dureza da rapadura
é tão dura!
Difícil de morder
Cada vez que tento morder
Finjo que o dente não quebrou
Continuo tentando
Mas é tão dura!
Difícil de morder.
E a dureza da rapadura
é tão dura!
Difícil de morder
Cada vez que tento morder
Finjo que o dente não quebrou
Continuo tentando
Mas é tão dura!
Difícil de morder.
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