de quando pequeno
procurar onde ele esteve,
mas não encontrei nenhuma pegada,
nenhum indício,
Ele era o homem morto na igreja?
A quem as velhinhas
botavam moedas na caixinha do altar?
Ele era a ameaça proferida àqueles que viviam livres dos grilhões da sociedade?
Livres para agir e pensar, sem temerem um castigo criado por uma instituição
interessada unica e exclusivamente, no controle das mentes e sua eterna subjugação?
Vi que não era,
Vi que não era,
E se era, ele não me interessaria de modo algum,
Inventei então, para mim
que ele era o colorido das flores,
A fofura das nuvens de algodão,
A graciosidade
da menina mais bonita da escola,
Inventei então, para mim
que ele era o colorido das flores,
A fofura das nuvens de algodão,
A graciosidade
da menina mais bonita da escola,
e a amizade do meu amigo que me entendia,
Para mim
ele era a poesia
com que impregnei
meus primeiros e toscos versos,
e que ainda faz
com que movimente esta caneta,
Ele não é uma recompensa material,
Ele é o contrário
de tudo que se dá valor aqui,
Ele é o tolo sorriso
que me brota nos lábios
Ao assumir minha condição de poeta
Num mundo
Para mim
ele era a poesia
com que impregnei
meus primeiros e toscos versos,
e que ainda faz
com que movimente esta caneta,
Ele não é uma recompensa material,
Ele é o contrário
de tudo que se dá valor aqui,
Ele é o tolo sorriso
que me brota nos lábios
Ao assumir minha condição de poeta
Num mundo
Que escarnece
de minha escolha.
de minha escolha.


Um comentário:
Amén!
Abraço!!
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