
Meus dedos
são feitos de lâminas afiadas
Destruo o que tento tocar,
E lá, em meu âmago
existe uma coceira insuportável
mas que não me é permitido roçar,
E vivo a vida,
esperando que por fim
a coceira me consuma,
E a lembrança de minha poesia
lance alguma luz
sob a chaga purulenta à se deteriorar.

Um comentário:
A coceira no âmago é uma poesia querendo sair... bota ela pra vuá!
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