segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cacos




Carrego cacos de mim
pelas andanças sem esperança
por dentro do centro do universo sem fim.

Meus olhos cansados de tanto ver
ídolos com pés de barro
e corações de paralelepípedo
descansam na palma de minhas mãos.

Me recusando olhar
fecho os punhos
e o que vejo é escuridão

E na escuridão
moldo formas luminosas,
estrelas no meu céu interior.

E por elas, me guio
em meio ao cataclisma de meu coração,
que inunda com sangue imundo
a imundície toda que o cerca.

Pois pensamos sempre
que nosso sangue é melhor,

E sorrimos, iludidos,
lavando a diarréia derramada
com a mais fétida ainda, mijada atrás do muro.

Por que o peido alheio
é e sempre será mais fedido que o nosso.

O meu, por exemplo,
cheira à buquê de rosas.

E o seu?

Um comentário:

Caranguejunior disse...

Diz, aquele velho deitado, que o peido é o suspiro de um c_ apaixonado... Mais vai saber rsrs


valeu Andrezim!


Abrax!