Sou um peão de obras
da poesia,
Construo com tijolos
de inconformismo
um edifício bem alto
que me faça ver
do tamanho de uma formiguinha
essa gente que me incomoda
e o poema é o cuspe
que solto lá de cima
bem no meio da cabeça
dessa gente besta.
Apenas um peregrino...
Perdido na devastação,
Nos bolsos, sonhos de menino...
que vão caindo no sujo chão....
Envolto pela negra capa,
Caminho sem saber para onde...
As vezes, petrificado como estátua,
Procuro por uma luz, lá no horizonte...
Não vejo nada,
Mas a fé me leva adiante...
Neste mundo, eu sei, não farei morada...
Mas procurarei pelo tempo restante...
E já não há muito tempo,
Os sinais são cada vez mais visíveis...
E no verso, vos deixo meu lamento,
Oh, humanidade! Capaz dos atos mais desprezíveis!
Assim eu, homem desgraçado, pelejo comigo e "sou a mim mesmo pesado" (Jo 7,20), pois o espirito aspira às alturas, mas a carne às baixezas.
(Tomás de Kempis) -"Imitação de Cristo"
"Eu sou poeta. É o que me faz interessante." (Maiakovski)
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