A tristeza infinita
de um segundo,
me mata toda a vontade
a todo momento que morre,
a todo vislumbre do tempo que passa,
seu rosto, seu sorriso
em cada pedra da calçada
que ornava
a ilusão de adentrar tua casa,
e abdicar desse "ser poeta"
e parecer um bom partido para tua família,
Abdiquei enfim, de nada,
e continuo a ser o mesmo,
com quilos a mais e cabelos a menos,
Porque tudo volta,
quando passo em frente a tua casa
que não está mais lá,
esperando que a agonia o arrependimento enfim,
desabem, com o fim dessa existência,
Assim como seu quarto de paredes cor de rosa,
que nunca conheci, mas juro que imaginava,
assim como as formas nas nuvens,
hábito que não consegui abdicar,
Desculpe,
não consegui abdicar...

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