quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Como Vampiro

 

Lá fora, os anjos choram seus mortos

varrendo as imundas calçadas,

Aqui dentro, os pensamentos percorrem caminhos tortuosos

E grito tristemente, com a boca calada


Neste sorumbático dia de finados

a caneta é uma vela que acendo,

à morte desta amizade, e inflamado

registro como cera quente quente, o meu lamento


Meu coração também parece morto

frio e indiferente, à novas sensações,

Mas, como vampiro, se alimenta absorto

do fluído quente, que escorre dessas velhas recordações


Teu bonito e inesquecível sorriso

aparece, como um cordeiro apetitoso,

E meu frio corção, bate excitado com isso

Criando presas e dilacerando seu pescoço


André Diaz

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