Deixa... Deixa eu boiar
O afogamento ainda não é para agora
Bater os braços até cansar
Fugir da tormenta lá fora
Encher os pulmões de úmidas reticências
e ter as "entranhas confidências" arrancadas
Ensopado, mas seco apenas de aparências
Partido em dois, como por um peixe espada
Pensamos muito em um vilão
que neste mar de duvidas, irá nos vitimar
Pensamos que será provavelmente a bocarra do tubarão
mas no fim, é só a pedra da inércia, nos puxando, amarrada em nosso calcanhar
André Diaz

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