terça-feira, 1 de setembro de 2026

Até em Reino de Morfeu

 


Tudo sem sentido

Não há mais você, nos fins de tarde,

Tomo mais um gole, solto mais um gemido

Não sei se termina em infarto ou infarte


Dia de andar bastante

e atravessar a Brigadeiro Luis Antonio,

Onde te encontrava, anos e anos antes

E hoje em dia, nem em sonho


Como será isto possível?

O tanto que você me vem a lembrança,

Será mesmo que a saudade é feita de produto perecível

E que ao mundo onírico, sua data de validade não alcança?


Lembro da ultima vez que sonhei com você

E você, sem graça, perguntou: "Você aqui"?

Então, percebi, que até em reino de Morfeu, de mim, você vem se esconder

Mas também eu, covardemente, aqui também me recuso a te ver partir



André Diaz

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