Tudo sem sentido
Não há mais você, nos fins de tarde,
Tomo mais um gole, solto mais um gemido
Não sei se termina em infarto ou infarte
Dia de andar bastante
e atravessar a Brigadeiro Luis Antonio,
Onde te encontrava, anos e anos antes
E hoje em dia, nem em sonho
Como será isto possível?
O tanto que você me vem a lembrança,
Será mesmo que a saudade é feita de produto perecível
E que ao mundo onírico, sua data de validade não alcança?
Lembro da ultima vez que sonhei com você
E você, sem graça, perguntou: "Você aqui"?
Então, percebi, que até em reino de Morfeu, de mim, você vem se esconder
Mas também eu, covardemente, aqui também me recuso a te ver partir
André Diaz

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