Sigo no turbulento trem da vida
Meu estômago embrulha em meio a tanto horror,
Sangue e fluídos diversos tornam as tripas coloridas
Imagino a vida do embalsamador
Viver de nosso funesto fim
Trabalhando a fria e rígida carne,
Não se aproveita nada, nem um rim,
No fim, somos todos lixos de descarte
O rico tendo enterro com toda pompa
mas seu fim é tão ou mais miserável,
A voz do pisoteado ainda o assombra
ensurdecendo-o além tumulo, nada agradável
O embalsamador termina seu dia
limpando-se de todo pecado e crime daqueles corpos,
Deixando o rubro líquido escorrer pela pia
Entregando um apresentável presunto aos seus parentes chorosos!
André Diaz

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