quinta-feira, 21 de agosto de 2025

O Apocalipse Flopado de Nostradamus

 

O tempo esfriou

e o meu coração também,

É como se importar com quem nunca se importou,

dar um abraço apertado em ninguém,


E alguém me cumprimenta

e aquele gesto me envolve como um sol,

que rebenta a tarde cinzenta,

e como luz nas trevas, faz-se farol


Décadas me separam desta pessoa

como se o destino quisesse zombar de mim,

e seu aceno gentil, em minh'alma ainda ressoa,

e a falta de esperança, só me faz desejar o fim


Nasci errado,

sem emitir um choro,

cresci solitário e mal falado,

e pelo apocalipse flopado de Nostradamus,

ainda imploro


Varrendo toda a vida

mas também todo o engano,

dando descanso a toda alma sofrida

padecendo sempre do mesmo destino, este tirano



André Diaz

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