Minha saudade persiste
como um "nóia" atravessando a rua,
sem racionalidade ainda existe
impedindo que o trânsito da vida flua
A realidade é o ônibus que breca
a voz da razão, sai da boca do motorista,
Mas essa saudade entorpecida, não há nada que impeça
e a droga deste amor não me sai da vista
E este amor ficou à paradas atrás
E eu não quero aceitar que está chegando,
o ponto final, e isso me tira a paz
e este itinerário, não posso repetir, nem pagando
Só posso deixar que a saudade se consuma
como o usuário da droga mais pesada,
Tragar este velho amor, como quem fuma
E no final, não bater nenhum barato...Não acontecer nada!
André Diaz

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