Sou apenas um jornal velho
esquecido no fundo do armário,
retratando um tempo mais vibrante e belo
muitíssimo diferente do triste e atual cenário
Chamava de todos, a atenção
com minhas manchetes em letras garrafais,
Agora virei papel de pet, privada de cão
Não resgatarei minha importância jamais
Relegado a pegar pó
Antes, verdadeiro baluarte da informação,
Hoje sou menos que lixo e só
encontro utilidade ao forrar o chão
Em dias de pintura e reforma
que virarão posts de rede social,
E dia após dia, minha história jornalística se torna
tão relevante como a titica de passarinho, que cai sobre mim, na gaiola, no fundo do quintal.
André Diaz

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