Agradeço a cadeira
que aguenta esse enorme peso,
desde o alvorecer até a saideira
Quilos e quilos de amargura, e isso não tem preço
Quando vira e mexe me ausento
a procura do que já perdi,
Volto e está lá o fiel assento
com pernas e postura imóvel, sem cogitar fugir
Nunca antes me apercebi
daquela, que calada me aguenta,
diferente da outra pessoa, que com a boca fez meu coração partir
E a cadeira, em silêncio, sempre me chamará: "Vem e senta"!
André Diaz

Nenhum comentário:
Postar um comentário