sexta-feira, 13 de março de 2026

Vem e Senta

 

Agradeço a cadeira 

que aguenta esse enorme peso,

desde o alvorecer até a saideira

Quilos e quilos de amargura, e isso não tem preço


Quando vira e mexe me ausento

a procura do que já perdi,

Volto e está lá o fiel assento

com pernas e postura imóvel, sem cogitar fugir


Nunca antes me apercebi

daquela, que calada me aguenta,

diferente da outra pessoa, que com a boca fez meu coração partir

E a cadeira, em silêncio, sempre me chamará: "Vem e senta"!



André Diaz

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