Procuro mais do que nunca
o ponto final dessa história,
feita de reticências em meio à várias fugas
e de espaços em branco, quando falha a memória
Sobrevivi ao corte seco da narrativa
empalado que fui, por mais um travessão,
e como vampiro sequioso, a tremer de forma aflitiva
esperançoso, aguardei a ultima batida do coração
Mas o terror mais uma vez se tornou
não mais do que uma comédia involuntária,
e mais uma vez, aqui estou
recolhendo as cinzas do palhaço triste, em sua tão sonhada urna funerária...
André Diaz

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