terça-feira, 28 de abril de 2026

No Fim da Estrada

 

A tristeza no meu coração

faz coro com a miséria que vejo nas ruas,

Aqui dentro e a minha volta só desolação

Estado de espirito de mãos dadas com a realidade nua e crua


Esqueletos ambulantes passam por mim

Entorpecidos pela droga pesada que os enterra,

Vejo neles um esboço do nuclear fim

carma maldito dos senhores da guerra


Enriquecendo mais e mais

deixando um rastro de fome e desespero,

Maldade prevalecendo sobre a harmonia e a paz

E a desigualdade a golpear como um martelo


Não...Não posso fazer nada

A não ser, como poesia, registrar o meu lamento,

Mas vejo uma luz no fim da estrada

Um novo amanhecer, ou outro incêndio varrido pelo vento



André Diaz

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