As ruas estão frias
e nelas batem corações gelados,
Dois homens, com corote, tentam enganar as barrigas vazias
mal conseguem caminhar, com seus pés inchados
Enxotados para lá e para cá
arrastando suas miseráveis existências,
que ao chegarem ao fim, ninguém haverá de chorar
que existiram, apenas por pura insistência
Existir, apesar de tudo
perambular, sendo vistos como nada,
Quebrar as unhas, escalando esse poço sem fundo
Invisíveis, porém incômodas, criaturas das calçadas..
André Diaz

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