Preste atenção no que escrevo
são pedaços de mim, que arranco
deste tormento atroz e longevo,
temperado com o sal de meu pranto
Peço que esta boca ávida que me mastiga
não faça pouco da pouca satisfação do prato,
Peço que apenas abocanhe estas trêmulas tripas
enroladas nestes meus versos baratos
Que minha dor sirva ao menos
como um lanche rápido de final de tarde,
Mesmo que cortada em pedaços bem pequenos
na pimenta picante de minhas lamúrias de saudade
A qual te trará um doce ardido
ao teu exigente paladar,
saborear as suculentas lamúrias por escrito
deste poeta, eternamente à prantear...
André Diaz

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