Observo a hora que corre
como uma atleta louca e obcecada,
e observo meu mundo que morre
e minha própria corrida, que não valera nada
Eu, sempre avesso que fui
a qualquer tipo de competição,
qualquer expectativa de ganho, agora rui,
e as pegadas do percurso, se apagam no chão
Enxergo o fim da linha
não com o alívio esperado,
Mas como se na garganta, fosse uma espinha
e o ansiado troféu, só morrer engasgado.
André Diaz

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