Ele se despede de mais um dia
Desses, cinzentos, e sem graça alguma,
Procura ainda um vestígio de alegria,
Não há gatos no telhado, nem algazarra nenhuma
Só uma luz que se despede
esvaecendo-se na tela escura do céu,
A beleza que só tolo, ou o poeta, como nós, percebe
Então, Marcelo sorri, ao ser coberto pelo véu
Registra o fenômeno celeste
pela hoje, tão fugaz arte da fotografia,
e amanhã, mais um dia se repete
e se desfazerá, sob os telhados da Lapa, evocando nostalgia...
André Diaz

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