segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Sob os Telhados da Lapa

 


Ele se despede de mais um dia

Desses, cinzentos, e sem graça alguma,

Procura ainda um vestígio de alegria,

Não há gatos no telhado, nem algazarra nenhuma


Só uma luz que se despede

esvaecendo-se na tela escura do céu,

A beleza que só tolo, ou o poeta, como nós, percebe

Então, Marcelo sorri, ao ser coberto pelo véu


Registra o fenômeno celeste

pela hoje, tão fugaz arte da fotografia,

e amanhã, mais um dia se repete

e se desfazerá, sob os telhados da Lapa, evocando nostalgia...





André Diaz


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