Você me perguntou se estava tudo bem,
Tive muita vontade de abrir este velho coração,
Sem rima, sem métrica e sem censura,
só com o abridor de latas
da saudade de outros tempos mais ensolarados,
e despejar todo conteúdo
no chão sujo de mais um dia igual,
Essa repetição incessante de existir por existir,
e dividir mais uma cerveja comigo mesmo,
Sinto até o dom da conversação enferrujado,
como um náufrago com a barba por fazer
nesse mar de concreto,
Mas diferente de Tom Hanks
sem uma bola pintada pra trocar uma ideia,
Peraí...Posso pegar uma faca de cozinha
e desenhar uma carinha sorridente no meu joelho inchado,
Espero que dê um bom amigo,
além de estalar como sucrilhos quando me agacho...
André Diaz

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