Quando um poeta morre
é uma flor louca a menos,
a inebriar-nos com seu perfume, neste mundo de corre-corre
a desenterrar nossos mais profundos desejos
O poeta nos aponta, com afeto, o desprezível
nesta nossa vivência materialista,
nos diz que na simplicidade, reside o incrível
E pede, que o sensível, resista
Vendo nas pequenas coisas, a beleza
No silêncio, o bater das asas de uma borboleta,
Vendo menos valor na extravagância, e mais na sutileza
e no amor ao próximo, dos anjos, o toque de suas divinas trombetas.
André Diaz

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