sábado, 18 de outubro de 2025

Divinas Trombetas

 

Quando um poeta morre

é uma flor louca a menos,

a inebriar-nos com seu perfume, neste mundo de corre-corre

a desenterrar nossos mais profundos desejos


O poeta nos aponta, com afeto, o desprezível

nesta nossa vivência materialista, 

nos diz que na simplicidade, reside o incrível

E pede, que o sensível, resista


Vendo nas pequenas coisas, a beleza

No silêncio, o bater das asas de uma borboleta,

Vendo menos valor na extravagância, e mais na sutileza

e no amor ao próximo, dos anjos, o toque de suas divinas trombetas.



André Diaz

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