terça-feira, 7 de outubro de 2025

Eau de Toalette

 

Será que era mesmo teu fantasma

materializado em carne e osso,

afim de tornar-se mais cruel, diante desta visão que embaça

e o coração, apesar de fraco, a bater em eterno alvoroço?


Pude até mesmo sentir

como um membro amputado que ainda coça,

teu perfume, ao meu olfato seduzir

Tão pungentemente adocicado, em meio à esta fossa


Em que a tempos, me encontro

e cada cena ao teu lado, se repete,

e em meio a fedentina e os escombros

Tremo a destra e balbucio: "Eau de Toalette"!


André Diaz



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