Com tua lembrança, preencho as tardes vazias
Afinal, chega o final de semana,
e as chicotadas de suas respostas frias
me vem a memória, e a imaginação se inflama
Me vejo jogado a teus pés
à espera de pequenas migalhas,
Em teu poder, mantenho a fé,
E entre nós, levantamos intransponível muralha
Que tento em vão, escalar
mas cada pedra é um olhar sem resposta,
Que meu vacilante pé, se põe a escorregar
Então, tu sorris, sadicamente tu gostas
E não vejo outra saída, se não
registrar este meu doce tormento,
como um beijo servil, nesta carrasca mão
a deliciar-me como cão, lambendo meu próprio ferimento!
André Diaz

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