Consumo minha solidão
a bebo e mastigo freneticamente,
como um alucinado glutão
Tendo imagens do passado em minha mente
Devoro-as, muito bem apimentadas
pelo desejo, que um dia, tanto ardeu,
Sugo até não restar mais nada
dos apetitosos lábios que rechearam o sorriso teu
Passo a lingua pelas tatuagens
que davam mais sabor a teus braços,
Pratos assim, como você, já não fazem
Mantendo-se aromáticos e quentes, no tempo e no espaço...
André Diaz

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