terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Pratos Assim, Como Você, Já não Fazem

 

Consumo minha solidão

a bebo e mastigo freneticamente,

como um alucinado glutão

Tendo imagens do passado em minha mente


Devoro-as, muito bem apimentadas

pelo desejo, que um dia, tanto ardeu,

Sugo até não restar mais nada

dos apetitosos lábios que rechearam o sorriso teu


Passo a lingua pelas tatuagens

que davam mais sabor a teus braços,

Pratos assim, como você, já não fazem

Mantendo-se aromáticos e quentes, no tempo e no espaço...



André Diaz

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