quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Consumindo-me

 

Abro a janela do desejo

Deixo a luz do dia me abraçar,

Sinto então, invadir-me como um beijo

Por detrás, sinto a força deste olhar


A perscrutar cada centímetro

Invadindo cada dobra,

O sangue ferve, mas encontro-me lívido

Paranoico vestígio de perigo, que sempre sobra


Cobrindo com película odiosa

estes olhos que devoram minha petulante nudez,

Olhar de quem não admite, mas goza

consumindo-me com repudio, mas com extrema avidez.




André Diaz

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